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Ressurge o Alviverde
10:35
Por Unknown
Terça-feira, 17 de Julho de 2012.
Depois de 12 anos podemos gritar: - É campeãããão! E podemos sim, com todas as letras. Isso mesmo! O troféu foi o mais expressivo desde que o Palmeiras foi campeão da Libertadores em 99. Isso mesmo, amigos, há 13 anos! Infelizmente a equipe do Palestra Itália estava na fila por um título nacional desde a conquista da extinta copa dos campeões, no ano de 2000. O ultimo título do porco foi em 2008, quando conseguimos o campeonato paulista em cima da Ponte Preta.
O Palmeiras mostrou a todos (isso vale para a imprensa) que tem um time competitivo e é um clube verdadeiramente vencedor. E não só venceu, mas como também conveceu ao ser campeão do torneio de forma INVICTA. O Palestra é vitorioso por mostrar força, garra e dedicação, afinal, venceu umas das competições mais difíceis do cenário nacional. Não é a toa que existem grandes clubes do nosso país que não possuem o título da Copa do Brasil. Sem querer ser provocativo, mas quer um exemplo? O São Paulo.
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| (Foto: www.placar.com.br) |
O alviverde passou por dificuldades desde o início da competição, pois o clube tinha acabado de ser eliminado para o Guarani, no Paulistão, e estava com o ânimo lá em baixo. Como palmeirense que sou, e que somos, nunca, ou melhor, jamais iremos perder as esperanças, e quem gosta de ter o barco remando contra a maré é o técnico pentacampeão mundial, Luís Felipe Scolari. É só lembrar a Campanha da seleção brasileira na Copa do Mundo em 2002, com a equipe canarinho desacreditada, Felipão levou a seleção à glória.
Cortes, desfalques, suspensões, lesões, má atuações, todos esses ingredientes foram adicionados na receita do Verdão. E quem disse que esses fatores influenciaram a equipe na hora das partidas? Pode ser que tenha servido como um ânimo extra. A cada jogo, o Porco “arrancava” resultados heroicos. Podemos citar o empate contra o Atlético-PR, fora de casa, pelo placar de 2x2. E a vitória em cima do Grêmio, no Olímpico, por 2x0? Aquela foi de arrepiar! E claro, a mais importante de todas, o empate no Couto Pereira contra o Coxa.
Por falar em Coritiba, a vingança é um prato que se come frio. Nada mais saboroso do que devolver a eliminação com uma bonificação especial: a faixa de campeão. Lembram-se daquele mesmo que, no ano anterior, nos venceu por um placar de 6x0 fora de casa? Pois é, nunca irei esquecer aquele episódio. Mas não existe mal que não traga um bem, não é? E então, amigos, o resultado todos já sabem. O Palmeiras atropelou o Coxa sem tomar conhecimento vencendo o primeiro jogo, na Arena Barueri, pelo placar de 2x0 e empatando a decisão final no Couto Pereira por 1x1.
Sendo assim, a Sociedade Esportiva Palmeiras se torna o clube com o maior número de títulos nacionais do futebol brasileiro. No total são 8 Brasileiros e 2 Copas do Brasil, recebendo o mais novo rótulo: Rei do Brasil.
Mudança do esquema tático
No jogo contra o Grêmio, Scolari inovou jogando com Henrique no meio de campo, atuando como um volante, ou até mesmo, na minha opinião, como um líbero, lembrando muito o Edmilson na Copa de 2002. Venhamos e convenhamos, a defesa melhorou bastante! A marcação por zona impediu que o tricolor gaúcho atacasse com muito perigo a defesa do Palmeiras. É dessa forma que o Verdão vem jogando nas últimas rodadas do Brasileirão e foi dessa forma que foi vitorioso na Copa do Brasil.
O jogo
Antes de começar a partida, os dirigentes do Coxa promoveram o “Green heel” - Inferno Verde traduzido para o português - , que seria um espetáculo de luz verde, com uma superprodução de fogos, som de rock ( músicas da banda AC DC) e um show pirotécnico em beneficio ao time paranaense. Não é para menos que os torcedores do Coritiba estavam superconfiantes, até porque, os coritibanos estavam invictos no torneio dentro de casa. Outro fator importante para a superconfiança seria o atual retrospecto, pois, antes de enfrentar o Palmeiras, o Coritiba superou o revés fora de casa contra o São Paulo, eliminando o tricolor paulista por uma vitória pelo placar de 2x0. E era esse o placar que o Coxa precisava para levar a decisão para os pênaltis.
Não sabiam eles que o Palmeiras estava entrando em campo com “sangue nos olhos”, com uma fome de quem não “come” muito há 12 anos. O Palmeiras entrou em campo com a mesma formação que enfrentou o Coritiba no primeiro jogo. Porém, a bruxa estava solta dentro do Palestra, pois o time iria enfrentar o jogo mais importante do ano com o desfalque das suas duas principais estrelas: Jorge Valdívia e o argentino Hernán Barcos. A formação inicial da equipe que entrou no Couto Pereira foi: Bruno; Artur, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Juninho; Henrique, Marcos Assunção, João Vitor e Daniel Carvalho; Mazinho e Betinho.
Um adicional importante para nós, palmeirenses, foi a bendita chuva. O Coritiba é um clube que sabe utilizar muito bem do toque de bola. Com a obra divina da natureza (chuva), durante todo o primeiro tempo, o jogo ficou troncado para o Coxa e na verdade era tudo que o Palmeiras queria, pois como eu já havia comentado, a proposta do Verdão era se defender bastante e apostar nos contrataques. E esses golpes aconteceram de forma frequente durante o jogo. Foram no mínimo umas quatro oportunidades claras de gol que a equipe de Felipão perdeu, dentre elas, duas de contrataque. O segundo tempo começou, o Palmeiras com a mesma proposta de se defender, marcando por zona, impossibilitou o Coritiba a ter ataques muito precisos. Até os benditos 15 minutos, quando Lincoln sofreu falta na intermediária. Ayrton bateu com perfeição, gol do adversário. A pressão aumentaria, mas ainda tínhamos a vantagem do resultado. Então, 4 minutos depois, falta na intermediária para o Palmeiras e Assunção vai pra bola. Sempre que o Assunça (apelido carinhoso dado por Vadívia) bate na bola é um desespero para os oponentes. Cruzamento na área e gol de cabeça ( de nuca!) do iluminado e contestado Betinho. Alívio para os palmeirenses de plantão, que não pararam de gritar, deixando o Couto Pereira um caldeirão, claro que era para nós, né? Volta o jogo, depois de tantos insucessos no ataque contra o porco, a bruxa é solta novamente, e dentro dos comandados de Scolari. Thiago Heleno, um monstro nos últimos jogos, diga-se de passagem, sofre uma lesão e teve que ser substituído por Leandro Amaro. Luan, que entrou no lugar de Daniel Carvalho, passa a jogar com uma perna só depois de sentir um problema muscular, se doando e correndo muito durante a partida. Até que... o juiz apita, fim de jogo!
A vitória foi épica! Sofrida, aguerrida, com a cara do Palmeiras que, mostrou para os futebolistas de carteirinha, que o gigante retornou. Agora, mesmo com as limitações do elenco, o time está confiante e muito bem armado por Luís Felipe. Por mais que o time de Palestra Itália não tenha muitas “estrelas”, a equipe palmeirense tem um conjunto de atletas que são verdadeiros guerreiros. A prova disso tudo está na conquista do bi da Copa do Brasil. Não teve retrospecto, derrota humilhante ou até mesmo o Green Hell (inferno verde) prometido pelos coritibanos que dessem jeito. Aqui é camisa, é tradição, é garra, suor e dedicação. Nunca subestimem aquele que é um dos mais vitoriosos do Brasil, pois ele é um gigante e esse gigante acordou com um novo título: O Rei do Brasil. Sabe qual é o seu nome? Sociedade Esportiva Palmeiras. AVANTI PALESTRA!
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| (Foto: www.palmeiras.com.br) |
Restrospectiva
• 14/03/2012, Coruripe-AL 0×1 Palmeiras
• 21/03/2012, Palmeiras 3×0 Coruripe-AL
• 04/04/2012, Horizonte-CE 1×3 Palmeiras
• 25/04/2012, Paraná 1×2 Palmeiras
• 09/05/2012, Palmeiras 4×0 Paraná
• 16/05/2012, Atlético-PR 2×2 Palmeiras
• 23/05/2012, Palmeiras 2×0 Atlético-PR
• 13/06/2012, Grêmio 0×2 Palmeiras
• 21/06/2012, Palmeiras 1×1 Grêmio
• 05/07/2012, Palmeiras 2×0 Coritiba
• 11/07/2012, Coritiba 1×1 Palmeiras
This entry was posted on October 4, 2009 at 12:14 pm, and is filed under
Bruno Noronha,
Coritiba,
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17 de julho de 2012 às 11:06
Parabéns amigo... =]
17 de julho de 2012 às 11:33
Já estava na hora do Palmeiras voltar aos holofotes do cenário nacional, um time que é considerado o maior vencedor de títulos nacionais não pode ficar quase 13 na fila! Parabéns ao Palmeiras mas meu coração é Rubro-negro.. Forte abraço Bruno! ótimo texto.
Felipe Coutinho
17 de julho de 2012 às 11:36
á estava na hora do Palmeiras voltar aos holofotes do cenário nacional, um time que é considerado o maior vencedor de títulos nacionais não pode ficar quase 13 anos na fila! Parabéns ao Palmeiras mas meu coração é Rubro-negro.. Forte abraço Bruno! ótimo texto.
Felipe Coutinho