Sexta-feira, 27 de julho de 2012.

Demorei não por outro motivo... ressaca! Ressaca da cervejada que tomei ao ver o baile que o Vascão deu em cima do timinho da estrela solitária. Seedorf observou como se faz, recebeu uma verdadeira aula do Reizinho da colina. Só deu ele. Não podemos esquecer também, não acredito que vou dizer isso, do Nilton. Pela primeira vez com a camisa cruzmaltina jogou como um verdadeiro volante. Preocupou-se em roubar bolas e desarmar os ataques botafoguenses. 

O botinha se mostrou frágil defensivamente, com um meio encorpado e com um ataque inexistente. Não deu trabalho para nossa defesa. Falando na defesa, até que enfim conseguimos da um jeitinho lá atrás. Douglas e Dedé, e os laterais que chegaram estão dando conta do recado. Auremir e Willian Matheus jogando muito, para minha surpresa.

O Vasco alcançou um nível, nos últimos dois anos, de jogo que você sabe como ele atuará em cada partida, excluindo claras exceções em que o time parece que nem entrou em campo. Acho que o único time do país que também entrou nesse patamar foi o Corinthians, até há mais tempo, e conseguindo traduzir isso em títulos de expressão. Acho que o Vasco está no caminho certo.

Falando sobre o campeonato, sobre as verdadeiras chances do cruzmaltino. Estamos em uma boa fase, vencendo times fortes, como São Paulo, Santos e Botafogo. Temos o embalado Internacional fora de casa, parada dura. Acredito no Vasco, mas ao ver o jogo do Galo ontem, vi que estamos um patamar abaixo, pelo menos ofensivamente falando. Se quisermos o título, teremos que ganhar na raça, no sangue, e, claro, nos pés de Juninho, que se continuar jogando nesse nível, será o craque do Brasileirão, e poderá nos dar o penta.