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Invicto! Até Quando?
17:59
Por André Resende
Domingo, 1° de julho de 2012

Derrota? Não, estou invicto.
Tudo bem. Não somos líder (ainda), nem estamos gastando futebol, mas diante de um campeonato equilibrado e disforme, ser o único time ainda invicto no Brasileirão é um estímulo ao aumento da confiança do elenco (e da torcida!).
Diante de mais um nanico, um dos mais simpáticos dentre os quais, não repetimos o 4x1 dos dois últimos cotejos. Um simplório 2x0, conseguido como manda a essência guerreira tricolor, na raça.
Deco, o craque que vale por dois 10, decidiu mais uma vez. Há que se ressaltar a grande fase do nosso 20. Todo gol tricolor tem como obrigação passar pelo pé dele. Diria que Deco foi até mais decisivo que o próprio Samuel, autor dos dois gols da partida. Cavalieri mostrou que estamos muito bem servidos debaixo da trave. Fechou o gol, e quando não havia muito mais o que fazer contou com a sorte.
Talvez a partida mais exuberante do nosso armadura 12 até então. Garantiu uma vitória muito importante para a sequência do campeonato. E, principalmente, para embalar.
Ainda que nanico, o Náutico, tem um caldeirão e um torcida apaixonada ao seu lado, cenário que pude conferir de perto, indo assistir ao jogo nos Aflitos, neste sábado. Todo e qualquer time que enfrentar o nanico simpático de Pernambuco terá problemas pra sair com os três pontos debaixo do braço, cenário que engradece o feito do Fluzão.
Alcançamos três vitórias em três partidas, balanço superior a previsão de sete pontos em três jogos feita por Abel. Um desempenho além do que se previu, ou não. Sinceramente, diferente de Abel, não esperava menos que três vitórias diante dos nanicos Portuguesa, Atlético-GO e Náutico. Uma obrigação para quem se coloca como candidato ao título. E o que mais me deixa desanimado nas recentes atuações do Flu, é o futebol apresentado. A falta de envolvimento tático, de domínio da posse de bola, da falta de criação de jogadas diante de três times muito inferiores. Batemos os três usando quase que exclusivamente nossa única arma nesse momento, a bola parada.
Cinco dos dez gols marcados pelo Flu, nas três últimas rodadas, nasceram deste tipo de jogada.
E meus amigos tricolores, a dependência da bola parada escancara duas realidades preocupantes para nós.
A primeira é de que dependemos exclusivamente de Deco, mesmo em um time que dispõe de W.Nem, Carlinhos, Wagner e demais “estrelas”. Como se não bastasse a obrigatoriedade dos passes dados com a bola rolando, o luso é o único responsável (diante da falta de qualidade dos demais cobradores) por colocar “com as mãos” a bola na cabeça do companheiros em faltas e escanteios. Vivemos uma “decodependência”.
Quais serão nossas reais chances quando Deco não jogar ou não tiver inspirado? Mínimas.
Se há “decodependência” e predominância de gols de bola parada, inevitavelmente há um jogo coletivo e tático pobre. Nossa segunda realidade preocupante.
Penamos contra a Portuguesa, principalmente no primeiro tempo, penamos contra o Atlético-GO em alguns momentos, e passamos o diabo contra o limitado Náutico. Não apresentamos um esquema seguro e consistente de marcação, não nos apresentamos como um time compacto, não nos mostramos um time entrosado, dono de jogadas envolventes. Deixamos a desejar, apesar das vitórias e goleadas.
Estamos invictos! E a pergunta é, com todas estas deficiências, até quando?
A próxima rodada nos reserva o Fra-Flu. Enfrentaremos um Império do Mal trôpego. Fred, Thiago Neves e Valencia podem (e devem!) voltar. Invencibilidade, honra, provável liderança, G4, instalar crise na mulambada, 100 anos do clássico e muitas outras coisas em xeque.
Uma pausa nos nanicos para figurar no clássico mais charmoso do mundo.
Pelo fim da “decodependência”, por mais gols com bola rolando, pela honra tricolor.
Avante exército tricolor, mais uma batalha vencida de uma guerra por vencer!
Saudações Tricolores!
Avante exército tricolor, mais uma batalha vencida de uma guerra por vencer!
Saudações Tricolores!
"Aonde eu vou digo que a torcida do Fluminense é a melhor do mundo", (ROMERITO)
7ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012
Náutico 0 x 2 FLUMINENSE
Destaques positivos
A vitória contra o Náutico se resume a três nomes, de três setores diferentes. Cavalieri, Deco e Samuel. O seguro e calmo goleiro tricolor crescia diante dos atacantes do clube pernambucano nos momentos de definição. Garantiu a vitória. O armadura 20 mais uma vez desfilou maestria na meiuca tricolor com dois passes decisivos. E digo mais, vê-lo gastar futebol pessoalmente é muito mais impressionante. Samuel fez o que tinha que fazer na condição de centro-avante. Quando era acionado se mostrava muito bem, inclusive no 2° gol, num lance de puro oportunismo. Boa garoto!
Destaques menos positivos
Nossos laterais fizeram uma partida apagada. Bruno não apoiava, e quando o fazia era com displicência e quase nenhuma contundência. Carlinhos foi outro que apareceu muito pouco, não foi nem sombra do ala esquerdo de jogos atrás. Como se não bastasse a falta de suporte ao ataque, os dois laterais cansaram de deixar rombos no setor defensivo, um dos motivos do sufoco passado pelo Flu. Anderson foi outro muito aquém do esperado. Cometeu dois erros crassos que poderiam ter transformado a vitória num 2x2.
This entry was posted on October 4, 2009 at 12:14 pm, and is filed under
André Resende,
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Náutico
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