Segunda-feira, 16 de julho de 2012.

Alguma coisa tinha que dar certo ao final da semana. Depois de passarmos todos os dias na ansiedade por Juans, Diegos e Riquelmes, para nos frustrarmos no final, ao menos algo de bom deveria estar reservado para algum momento. E a vitória veio. Mas a maré tá tão braba, que mesmo com mais três pontos na sacola, tivemos que sair de campo depois de tomar muito sufoco do fraco Bahia e só conseguir vencer porque o árbitro marcou mais um pênalti mandrake pra gente. Ainda assim, bonito ver a NAÇÃO fazendo uma festaça fora de casa. E que bom ver raça, de novo, em alguns instantes, no nosso time.

Bom, não dava para esperar muita coisa do time que foi escalado, muito embora tenha sido o mais ofensivo que Joel mandou a campo com o MANTO desde 1933. Mas era um tal de jogador improvisado e molecada sem experiência, que não dava para botar mesmo muita fé. Mas lá fomos nós. Tínhamos que ir. E sempre vamos. Mas, honestamente, de minha parte, meu medo estava mais do lado tricolor do jogo. Não que o Bahia assuste alguém. O que me metia medo era o fato de eles terem alguns ex nossos: Sousa, Vander, Lomba, Kléberson. E se há algo em que o FLAMENGO é especialista é em tomar gol dos seus ex.

É assim que se faz, MENGÃO!
(Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
É. Só que cada jogo é um jogo e esse o MENGÃO nem começou nos dando muitos sustos. Mas já se percebia que faltava, como há tempos, organização tática. Ainda bem que saímos na frente. Oportunismo do limitado Hernane depois de uma razoável tentativa de cruzamento de Renato e de uma pixotada da defesa bahiana: 1 a 0 pra gente.

Mas aí começou o domínio do Bahia. Chega a ser humilhante admitir que tomamos sufoco dos caras. Mas tomamos. Fomos dominados e ficamos, na maioria das jogadas, olhando os caras tocarem a bola na nossa cara, prestes a entrarem na nossa área. E eis o lance do gol deles. Luiz Antônio, improvisadaço na lateral-direita, toma uma bola nas costas e o meia deles cruza rasteiro. E quem aparece para tocar pro gol? O filho de Kléber. Meu DEUS! E a nossa defesa deixou Kléberson vir lá de fora da área, sozinho, tranquilo. Desatenção total.

A propósito de Luiz Antônio como lateral, quero ver como vai ser na quarta contra o Corinthians. Com o nosso bom volante suspenso depois de ter sido injustamente expulso ontem, imagino com que moral Wellington Silva vai retomar a posição, depois de tê-la perdido para um cara que não é especialista por ali. Claro, digo isso considerando que Léo Moura não volte ainda à titularidade. Mas esperemos que sim. Torçamos que sim.

Aí veio o segundo tempo e entrou em campo um jogador que há tempos estava desfalcando o time: a raça. Com um a menos em campo e com a falta de técnica e organização tática deste time, só daria certo se fosse assim. A assim foi. Aliás, não apenas com raça. Precisamos também de Paulo Victor salvando tudo lá atrás. O arqueiro rubro-negro vestido de azul fechou mesmo, salvou muito, foi o cara do time.

E - que merda! - precisamos também de uma forcinha do árbitro. Ibson conseguiu cavar um pênalti que não existiu (ele já tinha feito isso contra o Santos). Mas se marcou, nossa obrigação é bater. Renato na bola, bola na rede, festa do MENGÃO. Agora que nada a ver Renato revidar a provocação de Mancini tirando a braçadeira e jogando no chão. Ser capitão do FLAMENGO exige um pouco mais de sangue frio. Renato não teve e foi punido com o amarelo. Cadê as multas para jogador que tem uma atitude burra dessas?

Mas, enfim, no fim, o que valeu mesmo foi conquistar mais três pontos. Da conta que eu tinha feito - conquistar nove pontos nos últimos três jogos (Atlético-GO, Flu e Bahia) -, conseguimos seis. Para um time medíocre como o nosso, até que não foi tão ruim.

Agora, vâmo que vâmo pra cima dos infantes do Corinthians na quarta, em casa. Rodada de jogo único porque, se acontecer o que os corintianos pensam, todos os outros times vão pro Engenhão, vestir o MANTO SAGRADO e enfrentar o time deles. Mania de grandeza maior que o tamanho que se tem acaba ficando chato de ver.

 Saudações RUBRO-NEGRAS!