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[cru 1x0 FLA] Ser FLAMENGO é para os fortes!
11:26
Por Cadu Vieira
Segunda-feira, 23 de julho de 2012.
Depois de mais uma derrota, fica difícil saber por onde começar a reclamar. Com tanta coisa errada no time, no clube, como escolher para onde apontar o dedo primeiro? Mais uma derrota, e olhe que, assim como aconteceu contra o Fluminense, até jogamos razoavelmente. Nem dá para dizer que fomos superiores ao Cruzeiro neste domingo, mas tentamos, insistimos, investimos no ataque, mas... Não deu mais uma vez! Como não vai dar tantas outras, mesmo que nosso time melhore umas 10 vezes. A coisa tá preta. Muito mais negra que rubra.
Do que sobra em minha mente depois de mais um insucesso em campo, só uma assertiva ainda lateja aqui: ser FLAMENGO é para os fortes. Quem é sabe. Quem não é também sabe, mas finge que não entende.
Ser FLAMENGO é para os fortes porque é preciso ter muito sangue frio para suportar tanta coisa errada que fazem com o nosso patrimônio. Ser FLAMENGO é para os fortes porque a cabeça já amanhece inchada na segunda-feira e a pressão que dizem que a torcida coloca no time, o time também coloca na torcida. Torcer para o FLAMENGO não é só bom, tem seu ônus. Ser FLAMENGUISTA é uma missão e, como tal, tem que ser bem cumprida.
Não é todo ser humano que aguenta a pressão de jogo do seu time na quarta e no domingo. E se esse time é o FLAMENGO, meus amigos, a coisa se agiganta. E se esse time é o FLAMENGO em crise... puff!!! O sistema nervoso parece uma sanfona, ao esticar-se para dar margens às esperanças de uma boa apresentação, um resultado positivo, e logo depois se retrair na angústia e na revolta de mais um blefe, de uma queda, de um desastre.
Ser FLAMENGO é para os fortes, que tombam num abismo de uma goleada sofrida para o Corinthians na quarta-feira e, quatro dias depois, no domingo, caem diante de um Cruzeiro menor. E é preciso ser forte para não invadir a Gávea e metralhar metade dos dirigentes que (sangue)sugam o que o FLAMENGO já foi. A outra metade a gente espera que vaze ao ver o que pode acontecer com eles se não entregarem seus cargos.
Para ser FLAMENGO tem que ser forte, tem que ter culhão (que me desculpem as meninas FLAMENGUISTAS), tem que dar a cara a tapa e não fugir da briga. Não é FLAMENGO quem quer. É FLAMENGO quem pode.
É preciso ser forte quando se é FLAMENGO, porque o FLAMENGO não é só um time de futebol. O FLAMENGO é política ao extremo, mais podre que o Congresso Nacional. O FLAMENGO é jogo de interesses, é notícia mais que os outros, é polêmica mais que os outros, é pressão. É pressão. É pressão.
O FLAMENGUISTA fica triste, revoltado, descrente, abatido, impotente... e reverte tudo logo em seguida. Um hora reage, um dia devolve as pancadas que recebeu.
Eu nunca fui tão triste enquanto FLAMENGUISTA. Eu vi meu FLAMENGO tomar o gol de barriga de Renato Gaúcho, acompanhei nosso vice-campeonato da Copa do Brasil frente ao Santo André, sofri o baque da eliminação para o América do México na Libertadores, fora os anos de luta contra o rebaixamento no Brasileirão. Mas nunca vi meu FLAMENGO tão carente, tão sem rumo, tão desnorteado, tão mal administrado.
E eu até suportaria ver o meu FLAMENGO cair feito outros por aí, e jogar a Segundona do Brasileiro. Mas que fosse o meu FLAMENGO. Esse administrado pela Dona Patrícia Amorim e sua corja não é o nosso FLAMENGO. Ele foi surrupiado, adulterado, esculhambado e corre sérios riscos de nunca voltar a ser o mesmo. É preciso que se resgate o FLAMENGO que sempre tivemos.
A situação é muito complicada, acabaram o tesão de torcer, a gana de sacanear o rival derrotado, a ânsia pelo próximo jogo. Mas os bons FLAMENGUISTAS hão de seguir em frente. Porque ser FLAMENGO é para os fortes. E só os fortes sobrevivem.
Saudades de você, meu FLAMENGO!
Saudações RUBRO-NEGRAS! .
This entry was posted on October 4, 2009 at 12:14 pm, and is filed under
Cadu Vieira,
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