Análise da rodada #27

De inho a ão: As ironias do brasilerinho!

Comecemos pela ironia, onde o “pequeno” levou o gigante da colina à vitória. Juninho, no auge de seus 37 anos, teve mais um dia de fazer comida boa. O Figueirense até quis assustar marcando primeiro mas, com 2 passes e um gol do reizinho, tudo não passou de um susto. 3 x 1 e o Vasco comemora mais uma rodada garantido no G-4. Nenhum apelido a altura do pernambucano.

Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco da Gama
 
Falando em diminutivo, Cruzeiro e Internacional se encontraram em Varginha para uma partida sobrenatural e sem destaque, no estádio do Melão. E do jeito que a redonda rolou parece que foi a fruta que entrou em campo. Numa peripécia da arbitragem, pênalti para os celestes, Borges, na segunda tentativa, mandou por cima do gol, na torcida, que deve tá saboreando o melão até agora. Que saudade de Wellington Paulista. Inter? E terminou assim 0 x 0, uma piada, do jeito que começou. 

De verde, o time alvirubro mostrou que manda mesmo em casa. Kieza, voltando de lesão, precisou de 45 minutos para manter o Atlético goianiense pequenino, na lanterna. São 9 das 10 vitórias em casa e só 1 fora, lá em Goiás. Isso mesmo. 

Num setembro onde o Galo jogou 8 vezes, foram 9 pontos conquistados em 24 disputados. No Canindé, Leo Silva x Leo Silva. O luso marcou primeiro em bate rebate dentro da área, Bernard empatou e o Léo Silva do lado mineiro foi expulso logo depois. No jogo xará, Leo pra lá, Leo pra cá, um pra lá, um pra cá. Atlético instável no mês, parece sentir o efeito Cuca. Portuguesa fazendo boas partidas caminha pela permanência. Tá na hora do Galo esfriar a Cu...cabeça!

Duas semanas depois de deixar sua macaca de estimação, Gilson vive agora em outra casa, e no seu segundo jogo comandando o alviverde, justamente contra o ex clube, emplacou a segunda vitória seguida. O Palmeiras saiu um pouco da lama, a Ponte manteve a campanha de altos e baixos, e provavelmente mais baixos agora, de novo treinador. No Palmeiras, todos juntos no mesmo "barco", buscando a "assunção" para fora da zona.

Foto: Ag. Estado


Em mais um irônico “inho” da rodada, o PacaeUMbú viu o que está acostumado. Romarinho e Paulinho mais uma vez foram os donos da partida, reforçando a solidez dos gambás nos últimos jogos. Pelo lado do Sport pouco a destacar. Conseguiu segurar o jogo no primeiro tempo, mas o segundo só serviu para mostrar a diferença entre os dois times. Cheiro forte de série B.

O Engenhão também recebeu o que está acostumado. Um Fluminense que procurou marcar um gol cedo e buscar o controle do jogo após marcar. Sofreu em alguns momentos pelas chances claras desperdiçadas pelos rubro negros, Cavalieri pegou até pênalti. No fim, o tricolor continua fazendo um jogo aquém das estrelas que tem, quando enfrenta equipes mais expressivas, mas muito eficiente, com méritos. Para o Flamengo fica a esperança, após a melhora do futebol demonstrado contra os líderes.

Foto: Nelson Perez / Fluminense. F.C.


Em jogo de poucas emoções Coritiba e São Paulo ficaram no empate. Rafinha foi bem, sofreu pênalti, mas Osvaldo, pelo terceiro jogo seguido marcou, e salvou o tricolor da derrota. São Paulo mais longe do G-4, Coxa mais perto do descenso.

Lá em Pituaçu, sempre aos gritos de "Bora Bahêa Minha Porra", o time da casa, que vem fazendo ótima campanha no returno, fez da estrela solitária sua nova vítima. Com Gabriel e Helder bem, o Botafogo acabou fazendo pouco e recebeu um 2 a 0 no placar, faltou inspiração e sobrou distância pra o buscado G-4. Bahia mostra força pra ficar na elite.

Entre ser o dono do jogo e mediar o jogo há grandes diferenças. Lances infelizes pelo soprador de apito e superação santista, depois da expulsão de Neymar, marcaram a partida. O Grêmio melhor, se perdeu justamente quando teve um a mais. E se perdeu ainda mais na briga pelo título. Já o peixe faz menos do que poderia. Neymar não, ele faz de tudo, talvez o Santos devesse ser Santo. Só!



FlaxFlu - Pela cordialidade da rivalidade

Domingo, 30 de setembro de 2012.



Eis que o pavilhão tricolor terá mais uma vez pela frente a malfadada camisa macumbeira do Império do Mal. E como brada o próprio hino mulambesco, para eles, "nos Fla-Flus é o 'ai Jesus!'".

Não há dúvidas de que o exército de guerreiros tricolores entrará pronto para mais uma guerra.

Pela derrocada da mulambada, pela soberania tricolor em clássicos neste Brasileirão e principalmente pelo isolamento e consolidação da liderança.

Deixo aqui mais que meu desejo pelo triunfo tricolor, um apelo à curtição da rivalidade sadia

Que as divididas ríspidas, os choques com maior afinco e as disputas aparatosas fiquem somente no gramado.

Que as arquibancadas, bares, casas e ruas fiquem tomadas de tricolores e mulambentos prontos para brincar, zoar e vibrar com a partirda em harmonia.

Que a fidalguia tricolor menospreze os torcedores flamenguistas, os chamando de mulambos.

Que o desespero e a falta de classe flamenguista faça a nossa fidalguia ser usada como pederastia. (HAHAHAHA)

Que este Fla-Flu seja digno de todos os outros Fla-Flus, inclusive como aquele descrito pelo profeta Tio Nelson, feito na inauguração do paraíso, de portões abertos, que escorria gente pelas paredes.

Que a rivalidade deste domingo seja a rivalidade descrita pelo também genial tricolor (redundância) Chico Buarque em "Receita para Virar Casaca de Neném"

Que o listrado vertical virado no peito fale mais alto, e que o Fluzão saia de campo uma vez mais vitorioso.

Saudações Tricolores!

“O Flamengo tem mais torcida, o Fluminense tem mais gente!” (RODRIGUES, Nelson)



Amigo Ciro
Muito te admiro
O meu chapéu te tiro
Muito humildemente
Minha petiz
Agradece a camisa
Que lhe deste à guisa
De gentil presente
Mas caro nego
Um pano rubro-negro
É presente de grego
Não de um bom irmão
Nós separados
Nas arquibancadas
Temos sido tão chegados
Na desolação

Amigo velho
Amei o teu conselho
Amei o teu vermelho
Que é de tanto ardor
Mas quis o verde
Que te quero verde
É bom pra quem vai ter
De ser bom sofredor
Pintei de branco o teu preto
Ficando completo
O jogo de cor
Virei-lhe o listrado do peito
E nasceu desse jeito
Uma outra tricolor

Em dia de FLA-flu, eu tô com Mussum e não abro

Domingo, 30 de setembro de 2012.


Salve, saudoso Mussum.

Que venha o Flu. Que vá o FLA.

 Saudações RUBRO-NEGRAS! .

As novas possibilidades com o maestro Ganso e sua regência.

Sexta-feira, 28 de setembro de 2012.




Saudações tricolores! Grande é a expectativa sobre o desempenho de Ganso com a camisa mais vitoriosa do Brasil, levando em conta o custo da transferência e o potencial já mostrado pelo novo camisa 8 tricolor em um passado recente.

Quando a contratação, achei uma boa aposta, embora Paulo Henrique Ganso não venha jogando muita coisa a algum tempo ( sejamos sinceros) acho que o desgaste da relação dele com as viúvas do Pelé e a serie de contusões foram os fatores principais para sua queda de rendimento.

Alguns podem até questionar o valor elevado da transferência, mas é necessário fazer apostas ousadas as vezes.  Prefiro investimentos arriscados em jogadores diferenciados do que contratações de jogadores limitados para compor elenco. O jogador já mostrou ser craque quando em forma e focado. Jogador que apesar da lentidão possui uma técnica apurada, e visão de jogo invejáveis, podendo deixar um companheiro em chances claras de gol a qualquer momento. Tipico armador que evita os passes óbvios de lado e que não resultam em nada. 

Quando recuperado e em forma P.H Ganso pode atuar dividindo a função de armador com Jadson, e a meu ver tendo a cobertura de dois volantes de maior poder de marcação como Denílson e Wellington. A estreia do jogador deve acontecer entre o final de outubro e o inicio de novembro, porém acho que Ganso só vai conseguir render 100% em 2013, mas jogando metade do que sabe e com uma perna só já é mais do que suficiente para deixar o Maicon no banco.

Só nos resta agora aguardar e torcer para que o tricolor chegue vivo na fase final do brasileirão e avance na Sul-americana para que Ganso faça sua estreia como time ainda brigando por algo esse ano.

Sul-americana

O jogo de quarta-feira (26) contra o raçudo LDU de Loja foi triste de se ver. O S.P.F.C não conseguiu mostrar sua melhor qualidade técnica e se nivelou por baixo contra o time equatoriano que jogava no seu acanhado estádio. Ao final da partida o 1 x 1  valeu mais pelo gol fora de casa do que pelo futebol apresentado.

Para a volta, apenas em outubro, esperamos obviamente não só a vaga, mas um futebol mais convincente para chegar com moral na próxima fase. Afinal para o simpático time equatoriano, só estar nessa fase do torneiro já foi uma vitória. 

"É na po*** na vontade mêrmo. É na po*** da raça"

Quinta-feira, 27 de setembro de 2012.

E quando penso ter sorvido até a última gota a emoção da vitória sobre o Atlético Mineiro, me percebo gelar no final da tarde do dia seguinte à partida, frente aos bastidores rubro-negros antes do jogo.

De repente, acho que nada que meus olhos verem e meus ouvidos ouvirem sobre a melhor de todas as nossas vitórias em 2012 vai fazer com que eu me arrepie, como aconteceu durante a partida. Ledo engano.

Por uns instantes, nem pareci um FLAMENGUISTA. Que sacrilégio! Como é que eu pude ser tão inocente, meu DEUS?! Os jogadores do FLAMENGO até cansam em campo, a torcida até canta de gritar nas arquibancadas. Mas parece que a sina do FLAMENGO é emocionar. E o maior de todos não cansa de fazer isso.

Eis que me deparo, por acaso, com um vídeo da TV FLA, que mostra a corrente dos jogadores poucos minutos antes de entrar em campo no Engenhão.

O vídeo já começa com um "Vâmo, FLAMENGO! Vâmo, FLAMENGO" e um bater de palmas que me paralisou assim que vi e ouvi.

A atitude de Love, cumprimentando um a um. O rosto sério, compenetrado de Léo Moura. A cara assustada de Aryan. O abraço duplo que Amaral fez questão de não desfazer. González 'fora' do círculo, concentrado.

E Zinho decide falar: "O jogo tá com clima de decisão mesmo. Desde a nossa chegada, po***. Porque é decisão mesmo. Olha aí...". E as imagens mostram o Engenhão tomado pela NAÇÃO.

E Zinho continua: "É jogo de decisão, mesmo, po***! E decisão... Os jogadores que tão aqui sabem jogar decisão. Não é só na técnica, não. É na po*** da vontade mêrmo! É na po*** da raça! Do tesão!".

Inútil tentar descrever explicar. Que se deixem ficar as imagens. Quem não quiser entender, que não entenda. Mas isso é FLAMENGO.


Vale conferir também o que rolou depois da partida:


 Saudações RUBRO-NEGRAS! .

[FLA 2x1 amg] A melhor vitória de todas

Quinta-feira, 27 de setembro de 2012.

Essa foi a melhor vitória do FLAMENGO no ano. Não simplesmente por ter sido contra um dos dois ou três times comprovadamente candidatos ao título do Brasileirão. Nem pelo fato de ter sido contra o ainda-craque Ronaldinho. Também não foi por causa dos dois golaços de Love e Liédson. Nem também pelo espetáculo que a NAÇÃO fez no Engenhão. Essa vitória foi a mais bonita do time no ano pelo conjunto da obra. Porque, pela primeira vez, fomos de fato FLAMENGO.

Foi lindo porque a fantabulástica torcida flamenga mostrou que o Engenhão pode ser lotado, depende apenas do motivo. E o FLAMENGO é o maior de todos os motivos. E a NAÇÃO evitou faixas depreciativas, evitou protestos desnecessários e, apesar do uso do laser verde, conseguiu fazer com que Ronaldinho fosse apenas mais um em campo. E é isto que ele é perante o maior de todos: um qualquer.

Foi inesquecível porque para lembrarmos de outro jogo em que tenhamos vencido com gols apenas de atacantes, teremos que recorrer a leituras e pesquisas. Fazia tempo. Vou mais longe. Que time terá ganho, e quando (?), e onde (?), e de quem (?), com dois golaços, ambos de voleio? Fantástico, Love. Providencial, Liédson.

Foi animador porque é bom ver que nosso time tem setores distintos, mas que eles interagem. Que Wellington Silva vem jogando muito, ganhando espaço e prometendo um 2013 muito bom. Que Cléber Santana, apesar de estar longe de ser um craque, é alguém que sabe cadenciar, manter a posse de bola, pensar e agir. Que Love continua sendo a melhor representação da torcida em campo.

Foi bom demais porque a arcoirizada esperava que não vencêssemos, porque quase todos querem nos ver rebaixados, porque subimos mais três pontos. Mas, acima de tudo, foi a melhor de todas as vitórias porque houve grito na arquibancada e raça no gramado, bem ao estilo flamengo.

É, Ronaldinho, você bem disse: FLAMENGO é FLAMENGO (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)

A saga rumo ao topo - que no caso do MENGÃO nunca se limita a apenas uma competição, porque somos maiores que campeonatos - segue sendo escrita. Não foi apenas uma partida do Brasileirão; nunca é. Foi uma partida da história do FLAMENGO, escrita com força, vontade, gana, marcação, suor, classe, arte, beleza, entrega, vibração. Foi um capítulo escrito do jeito que todo FLAMENGUISTA gosta. De um jeito que, mesmo que a vitória não tivesse vindo, só poderia terminar em aplausos. Porque sempre que houver raça, haverá mãos rubro-negras para aplaudir.

 Saudações RUBRO-NEGRAS!  [21/36]

Análise da rodada #26

Duelos entre os melhores e os piores do segundo turno. Uma vitória depois de muitos jogos. Alguns desesperados vencendo e fazendo outros se desesperarem. Um time se isolando na liderança enquanto se aproximam do G4. O Brasileirão, com todas as suas emoções, finalmente começou!

Fluminense 2 x 1 Náutico

O Náutico, um dos times mais elétricos do campeonato, lutou o tempo todo e atacou bastante, principalmente no primeiro tempo. Aguerrido e ofensivo, o time pernambucano peca na técnica! O Flu, na falta de técnica tem Fred, Deco, Tiago Neves, Welignton Nem... E esses jogadores desequilibraram. Mesmo subindo menos ao ataque, o Flu fez dois no ainda no primeiro tempo. No segundo tempo, o Náutico pressionou muito, mas não o sufuciente, e conseguiu apenas um gol. O tricolor carioca se distancia na liderança e o Náutico se aproxima do Z4.

Figueirense 1 x 3 Palmeiras

O Palmeiras aparentemente se reencontrou. Ou seria melhor dizer " O palmeiras reencontrou Marcos Assunção". "O dono" das bolas paradas do Brasil voltou. Para sorte do Verdão. Marcos "Perfeição" resolveu o jogo em duas cobranças de falta, nas quais os dois zagueiros verdes cabecearam. No segundo tempo, com o time sob pressão após ter sofrido um gol, Assunção teve que aparecer de novo. Num rebote dado pelo goleiro fez seu terceiro gol (é, vou dar o mérito dos três gols a ele) e fez seu time respirar um pouco mais. Gilson Kleina será a salvação do Verdão? Vejam nos próximos episódios (ou rodadas) da novela Brasileirão. O Palmeiras ultrapassou o Figueira, mas ainda está a 5 pontos de sair da "Zona". Já o Figueirense...

Santos 1 x 3 Portuguesa

Nem o Santos sabe mais quem é o Santos ( e vice-versa). A Lusa, jogando mal, fazendo faltas e quase sem atacar, fez logo dois no primeiro tempo. O Santos jogou muito bem, mas faltou "aquele" toque de classe no final. Quem já foram os "meninos da vila". Agora a correria prevalece. Falta técnica e confiança. A lusa, que não tem nada a ver com isso e tem muita experiência em campo, foi lá, marcou seus gols e agora está na cola do próprio Santos. O Santos depende só de Neymar. Sem ele (que também só tem demonstrado que sabe correr), o peixe não é nada. Os dois estacionaram no meio da tabela. O que esperar desses times? Eu apostaria na Portuguesa para seguir mais tranquila.

Botafogo 2 x 2 Corinthians

Um dos melhores jogos da rodada com emoção o tempo todo, principalmente no início e no fim. O Fogão saiu na frente com gol de Seedorf (que mais pareceu gol de Paulo André). Logo depois, o Corinthians virou com o primeiro gol de Guerrero pelo time, e com um gol de Douglas num pênalti que não existiu. Depois da virada os dois times desandaram a se atacar até que, numa jogada individual, Seedorf puxou pra dentro e bateu colocada (e mais uma vez a bola desviou, ou Cássio pegaria). O alvinegro carioca perdeu a chance de encostar de vez no G4, mas demonstrou muita força e regularidade. O Corinthians ainda tem um pequeno risco de cair, mas isso não preocupa, já que o time tem um dos melhores elencos do Brasil.

São Paulo 1 x 0 Cruzeiro

O São Paulo teve a apresentação de P. H. Ganso. Mas só apresentação mesmo, porque ninguém sabe quando ele vai jogar. Enquanto isso, dentro de campo, o Cruzeiro era todo pressão pra cima do tricolor. Depois de muito sufoco, o tricolor começou a atacar melhor no segundo tempo. Destaque para Osvaldo, que tem jogado como titular e desponta como principal concorrente na disputa para substituir Lucas. Mesmo sem toda a categoria do colega rico, o cearencezinho tem compensado com eficiencia e muita correria pra cima das defesas, sendo recompensando com gols importantes. Como o de ontem! Com seu gol solitário o São Paulo encostou de vez no Vasco, o último do G4, e ainda deixou o Cruzeiro longe, estacionado no meio da tabela.

Ponte Preta 0 x 0 Vasco

Num jogo sem muitas emoçoes, mas bastante franco as equipes invertidas (uma de preto com a listra branca e a outra de branco com a listra preta) não conseguiram sequer marcar. O destaque da partida foi um pênalti não marcado a favor da Ponte, que poderia ter decidido o jogo. No mais, o Vasco já demonstra que não terá forças para se manter no G4 por muito tempo e a Ponte aparentemente não cairá.

Atlético Goianiense 1 x 2 Flamengo

O Atlético demonstrou o mesmo jogo de sempre: debandou loucamente para o ataque deixando a defesa completamente exposta. O time esbanja disposição e garra, mas tem muito pouca qualidade técnica e por isso ganha ou perde quando menos de espera. No jogo dessa rodada foi muito agudo no primeiro tempo, mas sofreu muitos contra-ataques. Num de seus loucos ataques chegou a inaugurar o placar. O Flamengo teve a estréia de Cléber Santana que fez a jogada e marcou o primeiro gol depois de um contra-ataque. O segundo, o primeiro de Liédson pelo rubro-negro, veio da raça de Vágner Love. O "negro de tranças" foi um dos melhores jogadores em campo, dando assistências para os dois gols, mas resolveu dar uma de Deivid: perdeu um pênalti e um gol debaixo das traves. Saiu de campo desolado com os gols perdidos, mas foi bastante aplaudido pela torcida e pelos companheiros. O rubro-negro goiano está praticamente na segundona e o carioca respira um pouco mais aliviado, mas apenas pela vitória depois de 7 jogos, pois ainda está a apenas 4 pontos da zona de rebaixamento.

Internacional 3 x 1 Bahia

Quem assistiu o jogo viu um colorado bem parecido com aqueles dos bons tempos de libertadores e mundial: um time ofensivo, técnico e bem raçudo quando precisou. O tricolor baiano, último invicto e líder so segundo turno, não resistiu à pressão. Destaque para o golaço de Leandro Damião, que demonstra estar voltando a ser o goleador de antes. O Inter aparentemente vai brigar forte por libertadores e o Bahia, se não se abalar com a derrota, permanece tranquilamente na série A.

Atlético Mineiro 0 x 0 Grêmio

Jogo feio e muito amarrado no meio de campo. O Grêmio, um time já bastante envelhecido, limitou-se a marcar os velozes jogadores do Galo. Por pouco essa retranca gremista não acaba mal: em vários lances jogadores do Atlético foram derrubados, inclusive dentro da área. Por algum critério, ou por outro motivo qualquer, os lances não foram assinalados. Concordo com Cuca, que afirmou, muito revoltado, que se uma dessas faltas ou pênaltis fossa marcado o jogo seria outro pela presença do Gaúcho no time mineiro. Resultado: poucas chances de gol e os dois times perdendo o Fluminense de vista.

Sport 1 x 0 Coritiba

Os dois times estavam desesperados. O Sport desesperado para sair do Z4. O Coxa, para não entrar. Quem se deu melhor, por muito pouco, foi o time da casa. O Sport, como sempre, tentou atacar o tempo todo, o Coritiba subia esporadicamente ao ataque. Num pênalti bastante duvidoso, marcado aos 45 do segundo tempo, o leão marcou o único gol da partida. A torcida e os jogadores não se contiveram de alegria. O time de Recife está a apenas a um ponto de sair do Z4. Situação terrível para o Coritiba que está um ponto acima da "zona da degola". Isso mesmo! O time paranaense pode ser o primeiro a entrar na zona caso o Sport saia. O desespero do Sport diminuiu. O do Coxa so tende a aumentar... 



Se não saímos com a vitória...

Segunda-feira, 24 de setembro de 2012.


Se não saímos com a vitória, pudemos ver o primeiro gol de Guerrero com a camisa do Timão - o primeiro gol do peruano pode aumentar sua estima e ajudar na sua evolução para que possa se firmar como camisa 9 alvinegro;
Guerrero procurou jogo e deu trabalho ao Botafogo.
(Foto: Luciano Belford/AE)
Se não saímos com a vitória, pelo menos mostramos ao foguinho o contrário daquela "ressaca" pós-título, ainda no 1º turno deste brasileirão;

Se não saímos com a vitória, provamos, mais uma vez, que "aqui é CORINTHIANS" e que este é o campeão da América que vai estar disputando o Mundial no fim do ano;

Se não saímos com a vitória, reconheçamos a genialidade de um craque como o Seedorf - sem ele, teria sido fácil vencer o time do Botafogo;

Se não saímos com a vitória, saímos com um bom empate, num bom jogo, com mais um ponto somado e a 8ª colocação na tabela.

Vai, CORINTHIANS!!!

[atl-go 1x1 FLA] Ainda não dá para respirar

Domingo, 23 de setembro de 2012.

Ufa!

Fazia tanto tempo que não vencíamos umazinha sequer, que eu já tava esquecendo qual é a sensação. E o Brasileirão vai se arrastando, neste ano terrível que não quer terminar. Mas nada como um atletiquinho pela frente para dar uma aliviada. Nada como mais três pontos na sacola. Nada como uma boa estreia de um jogador só mediano que, nesse time, tem tudo para vingar e se tornar "craque".

Esta foi a primeira vez neste campeonato que o FLAMENGO conseguiu mais da metade dos pontos disputados contra um mesmo time. Assim como no primeiro turno, vencemos de virada o Atlético mais fraco da competição. Não sem passarmos pelos perrengues de sempre, pelas falhas bisonhas e pelas indiscutíveis tentativas de Ramon de rebaixar o time. Mas ele não vai conseguir.

O jogo serviu para reafirmar que Wellington Silva tem que ser, efetivamente, nosso novo lateral-direito. Que Dorival não nos venha com Léo Moura como titular na próxima partida. Confesso que acho que é isso que vai acontecer. Mas espero que não seja.

E que bom, de novo, contar com um estreante marcando gol. Cléber Santana começou bem. Mas que não vejamos nele o nosso salvador da pátria. E que não achemos que ele é o meia de que precisamos. Ele vai ser, sim, o cara que coloca a bola no chão e olha o jogo para escolher a melhor coisa a fazer. E não o velocista que, vezenquando, no segundo tempo, o time pareceu querer que ele fosse. Tem que ter alguém parar correr nos lances em que ele vai esperar a hora certa para dar o passe.

Liédson, enfim, parou de acertar a trave e acertou as redes adversárias. Depois de boa jogada e passe de Love, que já tinha feito a assistência pro primeiro gol. Mas Love... Ê, Love. A má fase do time tá atrapalhando o melhor jogador que temos. Pênalti perdido, além, claro, daquele gol que muitos chamam de "quase feito" e eu discordo. Mas concordo que não faz parte do acerto de jogadas contantes do negro de tranças.

Bom, mais 14 pontos e a evidente condição de clube inerente à Série A nos será mantida. Quarta, temos pela frente o melhor Atlético deste Brasileiro. Um jogo chato, difícil. Mas que pode representar mais três pontos desde que Dorival não invente muita coisa, que não erremos tanto quanto vem acontecendo e que a sorte esteja do nosso lado.

Vâmo, FLAMENGO!

 Saudações RUBRO-NEGRAS!  [26/39]


Dever de casa, mas sem brilhantismo

Domingo, 23 de setembro de 2012.


Seguinte galera, eu sou Vinicio Lira e a partir de hoje eu terei a prazerosa missão de ser o torcedor do São Paulo responsável por dar meus pitacos e opiniões sobre tricolor paulista aqui no Pontos de Vista Corridos. Logo, vamos ao que interessa.

O torcedor do São Paulo foi em bom número ao Morumba para assistir a apresentação de Paulo Henrique Ganso e assistir ao jogo contra o Cruzeiro. Muita festa para a apresentação do novo meia armador tricolor, tudo muito bonito antes da bola rolar.

O primeiro tempo foi sofrível. O time não conseguia criar e sentiu muito a falta do fabuloso que não jogou devido a uma contusão na coxa. Em seu lugar o “glorioso”, Cone José mais uma vez mostrou não ser um reserva à altura. Além disso, Lucas e Jadson, responsáveis por fazer a bola chegar ao ataque, não conseguiram desempenhar bem suas funções.  No final da primeira etapa, rolou até uma pequena pressão dos comedores de pão de queijo. O placar de 0 a 0 foi mais do que justo para o 1° tempo.

No segundo tempo o time voltou mais atento com uma pegada maior, sufocando o Cruzeiro em sem campo de defesa. A entrada de Ademilson no lugar de Willian José deu mais velocidade e mobilidade ao ataque. E após boa tabela entre o jovem atacante e Douglas, o lateral cruzou, Fábio afastou mal e o pequeno gigante Oswaldo marcou de cabeça.

O tricolor ainda teve algumas chances, mas depois foi apenas segurar o resultado. Importantíssimo por sinal. Quem quer pelo menos entrar e permanecer no G4 tem a obrigação de vencer em casa e beliscar pontos fora de seus domínios.

Porém ainda não podemos nos iludir com esse resultado, já que vencer o Cruzeiro em casa na atual situação que o time mineiro se encontra não serve de parâmetro para muita coisa.

Temos um bom time, que pode evoluir ainda mais, embora o campeonato já tenha passado da sua metade. Com a volta do Fabuloso o time deve melhorar seu desempenho nesse Brasilierão e no decorrer da Copa Sul-americana.

Para a próxima rodada, teremos o Coritiba em Curitiba. Pedreira que se torna ainda maior já que não contaremos com Denilson e Wellington.

Você deve estar perguntado se eu não irei comentar nada sobre a contratação de Ganso e todas as possibilidades que ela traz. Aguardem, pois o próximo post será apenas sobre o novo camisa 8 do tricolor paulista.

O time a ser batido

Domingo, 23 de setembro de 2012.
 

Já não há jogos fáceis! 

Não há, e não haverá. 

O triunfo hercúleo na noite de ontem é a prova de que o Fluminense não terá mais moleza neste Campeonato Brasileiro. 

O pior visitante deste Brasileirão fez a mais dura das partidas contra um Flu de força máxima. 

E se engana quem pensa que a vitória diante do Náutico foi apenas uma partida atípica ou o reflexo do tropeço contra o Atlético de Goiás. 

Eu vos digo, tricolores, a partir de agora todas as partidas serão como a de ontem. 

Todos os nossos próximos adversários terão sempre uma motivação a mais, um estímulo dobrado. 

Entrarão em campo para matar ou matar. 

Vão lutar por cada palmo de grama, vão encharcar suas camisas com litros de suor. 

Não farão cerimônia para jogar feio, caso seja a única forma de parar o exército tricolor. 

Não terão vergonha de apelar para faltas, catimbas ou antijogo. 

Não se renderão até o último apito do árbitro. 

Porque se todo time entra em campo almejando a vitória, a sede pelo triunfo se faz com mais rubor quando se enfrenta o líder da competição. 

Porque somos donos da melhor campanha da história do Brasileiro. 

Porque o Fluminense é o time a ser batido. 

Deixemos a soberba de lado. 

Vibremos a cada vitória. A cada bom resultado. 

Comemoremos vitórias magras como goleadas, e goleadas como títulos.

(Foto: Nelson Perez / Fluminense Football Club)
Pois como alertei, o Fluminense terá pela frente 12 decisões. 

A caminhada tricolor até o tão sonhado tetra será repleta de provações. E caberá somente ao mais tradicional clube do Brasil mostrar que se a intenção dos adversários é transformar partidas em batalhas, lhes serão preciso uma abordagem diferente. 

O cabedal tricolor é conciso: se é batalha e é difícil, o pavilhão que traduz tradição, invariavelmente, triunfa. 

Avante exército tricolor, mais uma batalha vencida de uma guerra por vencer! 

Saudações tricolores! 

“Se quereis saber o futuro do Fluminense, olhai para o seu passado. A história tricolor traduz a predestinação para a glória”, (RODRIGUES, Nelson) 

26ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012 

FLUMINENSE 2 x 1 Náutico 

Destaques positivos 
É inegável a importância da dupla Fred/Deco para este Fluminense. Dificilmente há soberania tricolor quando os armaduras 9 e 20 não jogam. Fred, e sua assombrosa marca de 31 gols nas últimas 32 partidas, venceu a partida. Deco, ainda que voltando ao ritmo de jogo, é o cara que conduz o meio tricolor. Já Thiago Neves, se não foi brilhante, foi voluntarioso, ajudou o 20 tricolor na armação durante o tempo em que a dupla esteve à frente da meiuca tricolor. Cavalieri apareceu bem quando o Flu mais precisou dele na partida. Ponto pra o paredão tricolor. 

Destaques menos positivos 
Muito me incomoda essa falta de protagonismo de Jean na intermediária do Flu. Talvez, a queda da força do futebol tricolor tenha relação com queda de produção do motorzinho da meia do Flu. Gum e Euzébio voltaram a mostrar irregularidade. Não se pode dar um mole de deixar um atacante da qualidade de Kim (Who?!) dominar e finalizar dentro da pequena área. Gum, o atabalhoado, por muito pouco não transforma a vitória em empate com sabor de derrota. Como Chico dá e Francisco tira, tivemos a ajuda da arbitragem na rodada. Ao pateticanos só uma coisa: o choro é livre.
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Depende do ponto de vista

Terça-feira, 18 de setembro de 2012.



Se o time mira o título, empatar com o Cruzeiro não foi um bom resultado. Perdemos muitas chances e podíamos ter saído com a vitória, principalmente após, na minha opinião, do erro ABSURDO que a arbitragem cometeu contra o Vasco. Anular aquele gol de Tenório é não entender de futebol. A bola não resvalou, não desviou, no Tinga. O jogador celeste coloca o pé pra dominar a bola, ela escapa um pouco, a bola vai para o zagueiro que tenta chutar e fura ridiculamente. Tinga tem outra chance para puxar a bola mas erra novamente, e só aí a bola sobra para o demolidor cruzmaltino que balança as redes. Era para termos saídos com dois pontos a mais. E deixo claro que não vou perder tempo conversando sobre o Renato Silva, eu preferia que esse problema judicial não tivesse dado certo e ele ficasse lá na China. 

Mas se o clube já esqueceu o título e agora só quer garantir uma vaga no G4, saímos com um bom resultado. Além de garantir 4 pontos na frente do quinto colocado, não deixamos o Cruzeiro se aproximar. Temos três partidas pela frente que, olhando para a posição na tabela, serão mais tranquilas. Ponte Preta (fora), Figueirense (casa) e Atlético-GO (fora), podem ser resultados que nos coloquem de volta na briga pra sermos campeões, embora eu acho isso quase impossível. Serie de extrema felicidade para qualquer vascaíno ver o time encostar no Grêmio, na luta por uma colocação acima na tabela, e enxergar no Marcelo Oliveira um bom técnico, que faça o elenco jogar bola e se sentir confiante para uma futura briga na Libertadores.

Chora, porco!

Segunda-feira, 17 de setembro de 2012.



Neste domingo o Corinthians venceu o terceiro Dérby do ano, o segundo deste Brasileirão, complicando ainda mais a situação do arquirrival Palmeiras.

Confesso que antes da partida cheguei a pensar numa possível derrota pereante nossos maiores rivais ou que talvez eles fizessem jogo duro para ceder a vitória, mas... FOI MAIS FÁCIL DO QUE EU PENSAVA!

Que fique bem claro que a possibilidade de afundar ainda mais a porcada não nos serviu de estímulo: a situação deles após esta derrota foi apenas consequência.

Todo CORINTHIANS x PALMEIRAS é um clássico à parte e o Timão foi honroso em entrar em campo para vencer, independente da situação do adversário.

Romarinho voltou a atormenmtar os verdeanos: não fez dois como na última partida contra eles, mas foi oportunista, roubou uma bopla da zaga adversária e abriu o marcador a nosso favor.
Romarinho marca novamente contra o Palmeiras e abre caminho para o desespero do rival (Foto:Piervi Fonseca/AE).

Na 2ª etapa, logo aos 8 minutos e em nova roubada de bola, agora no meio de campo,  o Corinthians  armou seu contra-ataque fatal: Danilo passou para Romarinho, que abriu para Douglas na direita; nosso meia desceu por ali e, pasmem, com o pé direito cruzou legal para achar Paulinho que descia pela outra ponta;; nosso volante matador não teve dificuldade para cabeçear no contrapé do goleiro adversário.

Com esse último golpe, o Timão fechou o caixão... com vela verde!

Brincadeiras à parte, o Timão continuou a partida como melhor sabe fazer: deixando o adversário com o falso domínio de jogo. As estatísticas comprovaram isso: o Palmeiras liderou a posse de bola e as finalizações, o que não resultou em eficiência para conseguir a vitória. Somou-se ainda a nosso favor, o fator nervosismo ods palmeirenses.

Os palmeirenses ainda ensaiaram uma reação, mas Cássio demonstrava toda sua segurança. Ainda chegaram a conseguir um gol, anulado de forma correta: Obina fez falta clara em nosso marcador.

Algumas comparações podem convir. Assim, chego a enxergar algo deste Palmeiras parecido com o Corinthians, que viria a ser rebaixado, em 2007. Alguns ainda lutam corajosamente mas algo deixa na cara que falta algo maior...

Finalmente nos firmamos ali no meio da tabela, ainda em nossa tão "desejada" nona posição.

Com folga no meio de semana, teremos o Botafogo pela frente no próximo domingo, fora de casa. Espero que possamos vingar o resultado sofrido em casa no primeiro turno!

No Clássico das Américas da quarta-feira, teremos a oportunidade de ver Cássio, Paulinho, Fábio Santos e Ralf defendendo a Seleção Brasileira.

Vai, CORINTHIANS!!!

[FLA 1x1 gre] Só serviu para sair dos 27

Segunda-feira, 17 de setembro de 2012.

Mais um empatezinho sem vergonha, que só serviu para nos desempancar dos 27 pontos, buraco onde a gente costumeiramente atola nesse Brasileirão de pontos corridos.

Resultado que só nos diminuiu um ponto na safada conta dos míseros 45, que nos mantém na elite do futebol brasileiro, lugar de onde, a se manter a escrita, nunca sairemos.

A partida contra o Grêmio serviu para reconfirmar que nosso elenco é fraco, limitado ao extremo. Claro que podia estar fazendo algo melhor no campeonato, assim como podia estar virtual e irremediavelmente rebaixado.

Mas o jogo também serviu para mostrar um Grêmio que, mesmo candidato ao título, não é um time de encher os olhos. Aliás, acho que o título deste ano fica entre Fluminense, Grêmio e Atlético Mineiro, nesta ordem. Mas ainda que o tricolor gaúcho esteja na minha seleta lista, não é um grande time.

Mas, voltando ao jogo, o caras do sul souberam jogar certinho, no nosso desespero. Aproveitaram-se de mais um dos nosso vários erros e marcaram fácil o 1 a 0 na primeira metade do primeiro tempo. Aí foi só se postar para esperar mais erros e tentar aproveitar mais uma vez.

Acontece que acabamos por, incrivelmente, não errar tanto quanto vinha acontecendo nos últimos jogos e, no segundo tempo, até melhoramos muito. Mas não o suficiente.

Wellington Silva foi uma grata surpresa na lateral direita, para que Léo Moura fosse apenas razoável no meio de campo. Na defesa, González, assim como Cáceres na meiúca, parece ter desaprendido, em meio às aulas que tiveram com Welinton e Muralha.

Por sorte, Adryan entrou, brilhou numa cobrança de falta e igualou o placar. Placar que podia ter sido mexido, ainda, em duas boas chances para cada lado.

Mas o que fica mais forte deste jogo, para mim, é a atuação da nação nas arquibancadas. Não em quantidade. Porque, afinal, 15 mil pessoas ao estádio até o Botafogo leva. Mas o apoio que a galera deu, o incentivo, a vai na hora certa, a pressão. Tudo foi como tem que ser. E que continue sendo. Vâmo alavancar o FLAMENGO, nem que seja no grito, na marra. Porque se time grande não cai, imagine o FLAMENGO.

 Saudações RUBRO-NEGRAS!  [25/42]

Análise da rodada #25


Por José Ilhano

Rodada marcada por confusões, nervosismo e alguns resultados não (ou quase) esperados.

Fluminense 1 x 2  Atlético-GO

Em Volta Redonda, mesmo com o lanterna em campo, o clássico dos extremos começou atrasado por falta de iluminação. O Flu, que vinha de uma vitória não tão boa, contra a Portuguesa, enfrentou o Dragão, que tem como novo técnico o Artur Neto. Com um jogo parecidíssimo com o apresentado contra a Portuguesa, o Fluminense levou pressão do começo ao fim do primeiro tempo. O Dragão, que vinha de derrota para o Coxa, não contou conversa e aos 17’, Danilinho marcou (com uma BOMBA) o primeiro gol do Atlético-GO. Atlético chega ao segundo ainda no primeiro tempo, com Renê, aos 42’, deixando o Flu ainda sob a escuridão do começo da partida. Num segundo tempo mais ativo, o Flu marcou com Michel aos 18’ do segundo e ficou por aí, mesmo tentando manter o ritmo e buscando melhorar o resultado, o time carioca engoliu a segunda derrota no campeonato.

São Paulo 3 x 1 Portuguesa

Na outra partida da rodada, o São Paulo pressionou a Portuguesa e, logo no começo do jogo aos 5’, Osvaldo de rebote, num chute do Luis Fabiano, marcou o primeiro gol para o tricolor paulista. A Lusa mostrou que também estava em campo, equilibrou o jogo e aos 32’ Bruno Mineiro empata, depois da falta de atenção da zaga paulista. No segundo tempo o São Paulo disposto a resolver a situação marcou o segundo aos 11’ com Bruno Cortez. Com o controle jogo o São Paulo segurou e aproveitou a vantagem, chegando ao terceiro gol com Luis Fabiano fechando uma bela vitória para o São Paulo.

Corinthians 2 x 0 Palmeiras

No clássico paulista, tivemos a partida mais tensa da rodada, em que o Verdão se mostrou mais nervoso e afobado, em praticamente todo o primeiro tempo, do que disposto a ganhar. O Timão, mostrando o contrário, manteve a calma e segurou o bem o jogo. A fome descontrolada do Verdão, no entanto, causou o efeito inverso. Com tanta atenção na frente, o Palmeiras vacilou atrás e Romarinho aos 21’ marcou o primeiro gol do Timão. Pronto. Começava-se aí o tormento do Verdão. Logo após tomar um gol, o time perdeu Luan, que foi expulso. Aproveitando o abalo no Palmeiras, o Corinthians não perdeu tempo e com 8’ do 2º tempo, Paulinho marcou o segundo gol do Timão. O Palmeiras ainda conseguiu finalizar com Valdívia no fim do jogo, mas o gol foi anulado. Revoltada, a torcida do Verdão teve de ver se complicar ainda mais a situação do time no campeonato.
 
Náutico 1 x 0 Atlético-MG

Nos aflitos, a partida que poderia causar mudanças no topo da classificação, não saiu como planejado para o Galo, que era o mais interessado no resultado. O Náutico mostrou logo cedo que estava disposto a brigar pela vitória e manteve o primeiro tempo todo pressionando o Galo. No segundo tempo logo aos 3’ de jogo, Souza abriu o placar para o Náutico. O Galo ainda tentou uma reação, mas o Náutico conseguiu conter Ronaldo e todo o time do Atlético-MG. Araújo, que voltava ao Náutico nessa partida, desperdiçou a chance de concluir o resultado ao perder um pênalti nos atos finais do jogo, mas a essa altura o Galo já não esboçava mais reação e deixou escapar a chance de terminar a rodada em primeiro lugar no campeonato. Já que o Flu tinha sido derrotado.

Cruzeiro 1 x 1 Vasco

No jogo que também envolvia um dos 4 primeiros na tabela, Cruzeiro e Vasco não resultaram em mais do que um empate. Renato Silva, numa cabeçada digna de um centroavante, errou as áreas e acabou marcando um gol contra, abrindo o marcador para o Cruzeiro, com apenas 3’ de jogo. O Vasco não se intimidou, partiu pra cima do time mineiro e manteve-se no ataque até que Nilton aos 27’ marcou o gol de empate para o Vasco. No segundo tempo os dois times mostraram interesse em obter o bom resultado, mas desperdiçaram muitas oportunidades de gols óbvios. Tenório, Dedé e Carlos Alberto perderam chances claríssimas de gols. O estreante técnico Marcelo Oliveira mostrou um Vasco de cabeça mais erguida, mas com muito erros no ataque.

Coritiba 1 x 2 Santos

No Couto Pereira, o poderoso Coxa encarou o Santos e começou mostrando que o Peixe não teria um jogo fácil. Logo aos 9’ Deivid marcou para o primeiro para o Coritiba. O Santos resolveu mostrar o mesmo futebol que apresentou contra o Flamengo. Prendia a bola no meio campo, não concluía bem os ataques, dava indícios que de o Coxa teria chance de terminar a partida com 3 pontos a mais. Infelizmente o Coxa, assim como o Fla, acreditou e deixou a confiança guiar o jogo. O Santos manteve essa posição até os 26’ do segundo tempo, quando Neymar em uma arrancada limpou a zaga curitibana e marcou um golaço, mostrando a possível reação do Peixe. Reação que nãos demorou muito. O Santos continuou ameaçando o Coxa até que aos 37’ Neymar marcou o gol da virada do Santos. O Coxa ainda tentava crescer no final do jogo, mas não foi suficiente. Pontos para o Santos.

Bahia 2 x 1 Figueirense

No estádio do Pituaçu, Bahia e Figueirense fizeram um jogo bastante pegado no início, onde os dois times se mostraram presentes no jogo, com bons ataques e bom passes. O Figueira buscando o gol, mostrava impulso em sair da zona de rebaixamento e aos 33’ do primeiro tempo, Julio Cesar abriu o marcador para o Figueirense. O Bahia começou o segundo tempo buscando os gols e pressionado a zaga do Figueirense, que se mantinha seguro no meio campo, buscando jogo pelo meio. Com tanta pressão e passes precisos o Bahia empata o jogo com Helder, aos 27’, com uma desatenção da zaga do Figueira. O Figueirense tentava se organizar no jogo e voltar ao ritmo de inicio, mas o time baiano continuava firme nos ataques, reforçando pelas laterais. Com tanto empenho, não demorou até o Bahia chegar a virada. Claudio Pitbull aproveitando a bola rebatida dentro da área finalizou o jogo com segundo gol baiano. Esse resultado mantém a boa fase do Bahia no campeonato.

Ponte Preta 0 x 0 Botafogo

No jogo mais parado da rodada, a Macaca e o Fogão se enfrentaram no Moisés Lucarelli e se resumiram num empate sem muitas emoções. O Botafogo recebeu uma pressão no inicio do jogo, sempre buscando equilibrar a partida. O jogo continuou aberto no segundo tempo, sem muitas investidas dos dois times e assim se mantiveram até o fim da partida.
Os dois times estão em posições boas no campeonato e provavelmente vão buscar melhores resultados nas próximas rodadas do brasileiro.

Internacional 2 x 2 Sport

O Sport na 17ª posição do campeonato, precisando vencer pra tentar respirar, foi até o Beira-Rio enfrentar o Inter. Mesmo fora de casa, o Sport manteve o equilíbrio do jogo, atacando e buscando gols, até que nos 35’, Rithelly abriu o placar para o Sport. Seis minutos depois o Inter, sem conseguir se achar se em campo, viu o Sport com Gilsinho marcar o segundo gol da partida. O Beira-Rio acompanhava a possível vitória e por uma boa diferença de gols, que o Sport construía. O Inter voltou no 2º tempo mais organizado, visando os ataques pela lateral direita, pressionando e crescendo no campo, até que Cassiano aos 17’ marcou o primeiro gol do Inter, dando inicio a reação do Colorado. Mantendo a pressão com vontade, não demorou até que Leandro Damião achasse um espaço na zaga do Sport e marcasse o gol de empate, tirando o pirulito da vitória, da boca do Leão. Com o empate, os dois times continuaram parados na tabela.

Flamengo 1 x 1 Grêmio

No Engenhão, Grêmio e Flamengo fizeram uma partida agradável para os olhos dos torcedores, mas sem muitos lucros para os times no campeonato. O Flamengo se apresentou com Léo Moura no meio, posição de origem do jogador e buscou logo cedo definir o resultado da partida. Mesmo empolgado e querendo uma vitória após 4 derrotas anteriores seguidas, o Mengão viu Marcelo Moreno marcar para o Grêmio aos 17’ do primeiro tempo, num falha na saída de bola do Fla.  Com o Grêmio ganhando e mostrando-se muito mais calmo em campo, a torcida Rubro-Negra ficava impaciente, com mais uma derrota se aproximando. O Mengão tentava, mas não conseguia boas finalizações, mesmo com Leo Moura tomando a responsabilidade em muitos lances no meio de Campo. Na segunda etapa, o Grêmio parecia mais desatento e deixava muitos espaços para o Fla. Wellington Silva apareceu mais no time nessa partida, com bons passes e o assim o Flamengo manteve-se melhor em boa parte do segundo tempo. O Gol do empate do Mengão veio dos pés de Adryan, cobrando muito bem a falta aos 15’, dando um ar ao torcedor flamenguista. Mesmo tentando e mostrando-se melhor, o Flamengo teve de se contentar com o empate e o gostinho da vitória pareceu estar mais próxima.

Irreversível

Domingo, 16 de setembro de 2012.




Ira, decepção e incredulidade.

Talvez ainda não exista um sentimento definido claramente após a maior das incompetências tricolores em partidas de Campeonato Brasileiro.

Releguemos as posições dos times na tabela e nos apeguemos aos retrospectos e campanhas.

Não foi uma mera derrota dentro dos domínios tricolores.

Foi uma derrota no Raulino de Oliveira, onde não perdíamos em partidas de Campeonatos Brasileiros há vários anos.

Foi a derrota da melhor defesa da competição contra o pior ataque e um dos únicos times que não haviam vencido fora de casa.

Pior.

Presenciamos na partida de ontem a perda irreversível de três pontos, que indubitavelmente farão falta ao final do campeonato.

Estes pontos perdidos serão aqueles que a torcida recordará angustiada quando a briga pelo título estiver caminhando para o final. Desconsolada, a torcida tricolor dirá “ah, se tivéssemos vencido aquela partida contra o Atlético Goianiense...”

Sem esperar ir muito adiante, eu lamento agora.

Se Fred não fosse um imbecil que discute com o árbitro em todas as partidas e que por isso toma um amarelo por jogo, alcançando a bizarra marca de uma suspensão a cada três partidas.

Se Deco tivesse pelo menos 30 anos e não se lesionasse tanto.

Se Wagner não estivesse de molho.

Se Thiago Neves tivesse chamado a responsabilidade.

Se Wellington Nem tivesse brilhado.

Se o time não tivesse entrado de salto alto, quem sabe, não teríamos uma sorte diferente.

Lamúrias à parte.
Um resultado que não representou nada para o minúsculo de Goiás.

Com ou sem os pontos conquistados contra o Flu, irá cair do mesmo jeito.

Uma derrota que significou tudo para o Fluminense.

Há derrotas humilhantes e derrotas redentoras.

Derrotas que ajudam e atrapalham.

Torço fervorosamente que a vista ontem pelo pavilhão que traduz tradição seja uma dessas.

Que a derrota sirva de lição para batalhas que virão.

Saudações tricolores.

25ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012

FLUMINENSE 1 x 2 Atlético Goianiense

Destaques positivos
Ironicamente, a atuação de Bruno na derrota de ontem deve ter sido uma das melhores com a camisa tricolor. Higor e Michael, figurinhas conhecidas da Copinha entraram e mostraram que podem agüentar pressão e prestar serviços interessantes ao Flu. Cavalieri, isento de culpa nos dois gols, foi o único da trinca defensiva que não comprometeu o jogo. Se Abel não se destacou, não comprometeu. Das alterações feitas apenas

Destaques menos positivos
Difícil foi achar aqueles que não entram nos destaques menos positivos. Começarei pelo setor defensivo. Gum, apesar de livrar um gol no início do jogo, não foi seguro como habitual. Bequenzébio decepcionou. Marcou a bola e tomamos o segundo gol. Carlinhos proporcionou uma avenida e não apoiou. Aliás, até apoiou, mas cansou de errar passes simples e armar contra-ataques adversários. Edinho, o mesmo. Jean foi o que mais decepcionou na minha visão. Não teve a contundência conhecida, errou passes e não guiou o meio tricolor. Thiago Neves, inexistente. Mesmo sendo responsável por dois dos mirrados lances de perigo do Flu, não foi O CARA que se espera que seja na ausência de Fred e Deco. Wellington Nem, apagado. Não foi por falta de tentativa, mas é inegável que sua inoperância interferiu diretamente para o mau resultado tricolor. Sóbis, irrelevante (infelizmente). Samuel, definitivamente não jogou.

Análise da rodada #24

Por Francisco Kbça Júnior

Rodada boa para os visitantes. Muitas vitórias e empates fora de casa. Poucas trocas de posição, e só na parte de baixo da tabela. Fluminense e Atlético Mineiro confirmam a luta pelo título. Já Palmeiras e Atlético Goianiense...

Corinthians 1 x 1 Ponte Preta

A Macaca atacou mais durante toda a partida e parecia mais organizada. O Corinthians manteve seu jogo de contra-ataque, mas tinha muita dificuldade no último passe. Mas foi a marcação foi que predominou. Um gol foi de bola parada e o outro num chutão. O empate foi justo e os dois times se mantiveram no meio da tabela com o mesmo número de pontos.

Portuguesa 0 x 2 Fluminense

O Flu confirmou que é um concorrente forte na briga pelo título. Dentro de casa dominou as ações. Teve vários sustos, mas Diego Cavallieri mostrou porque é o comandante da defesa menos vazada do campeonato.O Flu continua líder e a Lusa foi ultrapassada pelo Santos.

Figueirense 2 x 0 Cruzeiro

O figueira foi a surpresa da rodada. Mal das pernas, o time de Santa Catariana, encontrou dois gols, que o fez ultrapassar o palmeiras e encostar no Sport na briga para sair do Z4. O Cruzeiro estacionou no meio da tabela.

Sport 1 x 1 Bahia

O empate não reflete em nada o que foi a partida. O Sport perdeu MUUITOS gols. Em grande parte os gols perdidos são mérito da defesa do Bahia. Marcelo lomba e seus zagueiros não mediram esforços para se jogar na frente da bola a todo momento. Ainda brigando para não cair, os dois times demonstraram que ainda tem força pra tentar pelo menos ficar na Série A, mas que falta um pouquinho de técnica, falta...

Atlético Goianiense 1 x 2 Coritiba

No primeiro tempo ninguém poderia dizer que o Atlético é um time virtualmente rebaixado. Atacou bem! Mas só depois de ter sofrido o gol mais rápido do Brasileirão. Empatou ainda no primeiro tempo, mas no segundo foi tomado por uma tremenda desorganização e a deficiência técnica ficou evidente. Resultado: o Coxa virou com Deivid (que ainda perdeu um gol cara-a-cara com o goleiro) e subiu na tabela, apesar de ainda correr risco de rebaixamento.

Vasco 3 x 1 Palmeiras

O Palmeiras começou atacando e até conseguiu fazer o primeiro gol, mas começou a sofrer do seu "mau": trocas erradas de posições e muita desorganização em campo. Sofreu o empate no primeiro tempo a a virada no segundo. Resultado: Vasco tentando alcançar os líderes e com uma relativa folga em relação ao Botafogo (em quinto) e o Palmeiras com a luz vermelha piscando e o alerta mais alto que nunca. Um fator a ser observado é a demissão de Felipão pelo palmeiras. Este ano a troca de técnico tem resolvido por um certo tempo, mas a continuidade do trabalho de um treinador é o que tem mantido os times na ponta da tabela. Vamos esperar pra ver...

Santos 2 x 0 Flamengo

O Mengão passou o jogo quase todo mostrando mais organização que o Santos, mas nenhum dos dois times criou jogadas incisivas de gol. O jogo foi decidido no final permitindo até a criação de um novo ditado que pode ser aplicado ao futebol: "quem não faz, leva". Vagner Love mandou uma bola na trave do Santos. Dois minutos depois dois golaços idênticos de Vitor Andrade e Neymar. Os dois times ainda brigam para não cair pra segundona, mas a situação do Flamengo é preocupante: é o primeiro acima do Z4.

Atlético Mineiro 1 x 0 São Paulo

Gol achado e Rogério Ceni em sua melhor partida este ano. O tricolor paulista poderia ter sido goleado se não fosse seu "dinossauro" no gol. Em outro momento os são-paulinos afirmam ter sido prejudicados pela expulsão de Douglas (que escorregou e atropelou um adversário) pois em lance anterior Ronaldinho Gaucho teria feito a mesma coisa e não fora expulso. Vai ser a discussão desses dias. O Galo ainda na cola do Flu e o São Paulo estacionado.

Botafogo 1 x 1 Internacional

O Botafogo sempre na mesma (pouca posse de bola, muito toque e pouca objetividade) enfrentou um Internacional superofensivo, como sempre. Gols perdidos e impedimentos bem marcados não deixaram o Inter vencer. Com o empate os dois times se mantiveram na parte de cima da tabela, mas brigam apenas por libertadores

Grêmio 2 x 0 Náutico

"Difícil de encontrar melhores momentos" é a frase que define a partida. Mas com dois golaços, um chutaço de fora da área e um giro espetacular de Kleber, definiram a partida. O Grêmio ainda corre atras dos líderes e o náutico briga para não cair, pois foi ultrapassado por Coritiba e Santos.

[san 2x0 FLA] Felipe tentou. Negueba conseguiu.

Sexta-feira, 14 de setembro de 2012.

Mais de 24 horas depois de mais uma tragédia rubro-negra neste Brasileirão, e ainda é complicado falar sobre o que vem acontecendo com o maior de todos. Eu pensei que o problema para escrever sobre a derrota para o Santos fosse o fato de estar de cabeça quente logo ao final do jogo, mas não. A cabeça já esfriou, mas a chapa pro lado do FLAMENGO continua quente. E a situação tá feia. Muito feia!

Confesso que antes de a bola rolar na Vila Belmiro, dados o hitórico do confronto e a situação atual do nosso time, eu esperava por uma saraivada dos caras de branco. Mas até que o FLAMENGO se comportou razoavelmente bem; e os caras de lá jogaram abaixo do que podem. Ainda assim foi feio, muito feio. E ruim, muito ruim.

A começar pela escalação do nosso time, que, diga-se de passagem, não podia ser tão melhor do que foi. Sem González e Cáceres, perdemos muito em combatividade e segurança. Na defesa, qualquer formação que se pense usando Welinton, Marllon e Frauches vai ser assustadora (pra gente). Laterais já não temos há um bom tempo, nem para defender, nem para atacar. No meio é um tal de colocar meninos (Muralha, Mattheus, Negueba, Adryan) que não aguentam a pressão e ter que aturar a quase inércia de Ibson e Botinelli; o que quase consegue me fazer sentir saudade de Renato.

Os únicos jogadores do time que entrou em campo contra o Santos em quem eu consigo confiar são Felipe e Vágner Love. O primeiro, aliás, na minha opinião, poderia ter somado mais pontos no Cartola FC, já que deu duas assistências fantásticas para Love marcar. Na primeira, o negro de tranças se atrapalhou com a bola, que, por sua vez, se atrapalhou com uma canela em preto e vermelho. No segundo lance, Love até dominou e girou bem, finalizou, mas a bola bateu caprichosamente na trave. E a essa altura o placar ainda marcava 0 a 0. Bom, Felipe tentou.

O fato é que Negueba, que entrou durante o jogo no lugar de Mattheus, também tentou. Tentou melar o mínimo resultado tolerável para o FLAMENGO no jogo, que era o empate. Tentou e conseguiu. O negro magrinho entregou a paçoca duas vezes, e os santistas, mais eficientes que são, mataram o jogo. Em duas merdas de Negueba no meio de campo, cometendo erros bestas e não oferecendo nenhuma combatividade para corrigir a falha, o Santos aproveitou, fez o que devia, e afundou ainda mais o mais querido rumo à zona de rebaixamento, onde 19 das 20 torcidas deste campeonato querem ver o MENGÃO até o fim.

Bom, a luta ainda não acabou e no domingo já temos o Grêmio pela frente. Em casa. E com as voltas de González e Cáceres. Se eles vão resolver a parada? Acho pouco provável. Mas que confio um pouco mais com eles em campo, isso é fato. Não há muito que os FLAMENGUISTAS que não calçam as chuteiras possam fazer. Mas o que tiver para ser feito, que seja. É ir pro Engenhão. E apoiar mesmo de longe. E rezar. Rezar muito. Que São Judas Tadeu seja conosco. Amém!

 Saudações RUBRO-NEGRAS!  [26/45]

Melhorou

Quinta-feira, 13 de setembro de 2012.




Após a mais ridícula atuação, dentro de São Januário, que eu já havia presenciado (que me fez ter vergonha e não ter ideias sobre o que escrever no blog), pelo menos mostramos força de vontade para superar a falta de qualidade e conseguirmos os três pontos, que mais do que papo de boleiro, dessa vez era imprescindível.

O cruzmaltino jogou bem, foi regular durante toda partida. Verdade que, quando estávamos melhor, sofremos um gol em uma grande defesa de Van Der Prass e numa falha do Mito. Acontece. Mostramos que a saída de Cristóvão, embora eu fosse contra, fez o time ter mais vergonha na cara e ir em busca do resultado. O empate veio logo em seguida (ainda bem), com Tenório, que fez um belíssimo jogo, embora tenha perdido boas chances de marcar outras vezes.

Outro ponto positivo foi a opção criada pelo interino Gaúcho, com Éder Luis e Tenório no ataque. Funcionou muito bem, com velocidade e poder de decisão. Uma bela estrategia para quando estivermos com a vitória garantida, nos preocupando apenas no contra-ataque.

Sob os olhos de Marcelo Oliveira o Vasco jogou bem. Espero que com o comando dele a equipe evolua e jogue fora os defeitos ainda existentes. Gostei da escolha pelo ex-Coxa, e vou torcer pelo seu sucesso. Que seja mais um grande nome a honrar a Cruz de Malta.