De inho a ão: As ironias do brasilerinho!

Comecemos pela ironia, onde o “pequeno” levou o gigante da colina à vitória. Juninho, no auge de seus 37 anos, teve mais um dia de fazer comida boa. O Figueirense até quis assustar marcando primeiro mas, com 2 passes e um gol do reizinho, tudo não passou de um susto. 3 x 1 e o Vasco comemora mais uma rodada garantido no G-4. Nenhum apelido a altura do pernambucano.

Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco da Gama
 
Falando em diminutivo, Cruzeiro e Internacional se encontraram em Varginha para uma partida sobrenatural e sem destaque, no estádio do Melão. E do jeito que a redonda rolou parece que foi a fruta que entrou em campo. Numa peripécia da arbitragem, pênalti para os celestes, Borges, na segunda tentativa, mandou por cima do gol, na torcida, que deve tá saboreando o melão até agora. Que saudade de Wellington Paulista. Inter? E terminou assim 0 x 0, uma piada, do jeito que começou. 

De verde, o time alvirubro mostrou que manda mesmo em casa. Kieza, voltando de lesão, precisou de 45 minutos para manter o Atlético goianiense pequenino, na lanterna. São 9 das 10 vitórias em casa e só 1 fora, lá em Goiás. Isso mesmo. 

Num setembro onde o Galo jogou 8 vezes, foram 9 pontos conquistados em 24 disputados. No Canindé, Leo Silva x Leo Silva. O luso marcou primeiro em bate rebate dentro da área, Bernard empatou e o Léo Silva do lado mineiro foi expulso logo depois. No jogo xará, Leo pra lá, Leo pra cá, um pra lá, um pra cá. Atlético instável no mês, parece sentir o efeito Cuca. Portuguesa fazendo boas partidas caminha pela permanência. Tá na hora do Galo esfriar a Cu...cabeça!

Duas semanas depois de deixar sua macaca de estimação, Gilson vive agora em outra casa, e no seu segundo jogo comandando o alviverde, justamente contra o ex clube, emplacou a segunda vitória seguida. O Palmeiras saiu um pouco da lama, a Ponte manteve a campanha de altos e baixos, e provavelmente mais baixos agora, de novo treinador. No Palmeiras, todos juntos no mesmo "barco", buscando a "assunção" para fora da zona.

Foto: Ag. Estado


Em mais um irônico “inho” da rodada, o PacaeUMbú viu o que está acostumado. Romarinho e Paulinho mais uma vez foram os donos da partida, reforçando a solidez dos gambás nos últimos jogos. Pelo lado do Sport pouco a destacar. Conseguiu segurar o jogo no primeiro tempo, mas o segundo só serviu para mostrar a diferença entre os dois times. Cheiro forte de série B.

O Engenhão também recebeu o que está acostumado. Um Fluminense que procurou marcar um gol cedo e buscar o controle do jogo após marcar. Sofreu em alguns momentos pelas chances claras desperdiçadas pelos rubro negros, Cavalieri pegou até pênalti. No fim, o tricolor continua fazendo um jogo aquém das estrelas que tem, quando enfrenta equipes mais expressivas, mas muito eficiente, com méritos. Para o Flamengo fica a esperança, após a melhora do futebol demonstrado contra os líderes.

Foto: Nelson Perez / Fluminense. F.C.


Em jogo de poucas emoções Coritiba e São Paulo ficaram no empate. Rafinha foi bem, sofreu pênalti, mas Osvaldo, pelo terceiro jogo seguido marcou, e salvou o tricolor da derrota. São Paulo mais longe do G-4, Coxa mais perto do descenso.

Lá em Pituaçu, sempre aos gritos de "Bora Bahêa Minha Porra", o time da casa, que vem fazendo ótima campanha no returno, fez da estrela solitária sua nova vítima. Com Gabriel e Helder bem, o Botafogo acabou fazendo pouco e recebeu um 2 a 0 no placar, faltou inspiração e sobrou distância pra o buscado G-4. Bahia mostra força pra ficar na elite.

Entre ser o dono do jogo e mediar o jogo há grandes diferenças. Lances infelizes pelo soprador de apito e superação santista, depois da expulsão de Neymar, marcaram a partida. O Grêmio melhor, se perdeu justamente quando teve um a mais. E se perdeu ainda mais na briga pelo título. Já o peixe faz menos do que poderia. Neymar não, ele faz de tudo, talvez o Santos devesse ser Santo. Só!