Sexta-feira, 7 de setembro de 2012.




Dezembro de 2010. Para ser mais específico, dia 5. 
O Fluminense quebra um jejum de 26 anos e sagra-se tri brasileiro. 

A torcida arco-íris, a imprensa tendenciosa e os comentaristas esportivos amnésicos tratam de explicar tamanho acidente de percurso com um nome unânime (eles não aprendem, Tio Nelson). 

Muricy Ramalho. 

Pobres de espírito. Parcos conhecedores do futebol. Leigos obtusos da história do clube mais tradicional do Brasil. 

Houve, de fato, um comando importante do herdeiro do Fio de Esperança, mas o Flu só quebrou o jejum, só levantou o caneco, porque foi Fluminense. 

Entre percalços e conquistas, o Fluminense vinha demonstrando desde 2007 que a sensação de sarjeta deixada pelo final da monoalégrica década de 90 tinha ficado pra trás. 

Fez mais. 

Escancarou o renascimento de um Fluminense com F de fênix, 

Em 2007, Copa do Brasil e 4° lugar no Brasileirão. 
Em 2008, final de Libertadores. 
Em 2009, final de Sulamericana e desconstrução de matemágicos. 

Foram três finais consecutivas e um título. 

Só o mais resoluto dos cegos não viu o Fluminense pavimentar o próprio caminho para a redenção. 

Não foi Muricy, não foi o bandido Sheik, não foi Darío Conca. 

Foi o Fluminense Football Club.

(Foto: Nelson Perez / Fluminense Football Club)

 E queriam os deuses do futebol, após dois anos, ratificar aos incautos a enormidade do Fluminense. 

O Fluminense não só assumiu a liderança do Brasileirão de 2012 na 22ª Rodada. 

Tornou-se líder com o melhor ataque, a melhor defesa, consequentemente o maior saldo de gols e com o artilheiro do campeonato. 

Como se não fosse suficiente, ainda quebrou o recorde de pontos em 22 rodadas de um campeonato brasileiro de pontos corridos após a normalização dos 20 times. 

E num desdém sutil, o Fluminense mostrou aos ignorantes e ao próprio Muricy, que não precisa dele para ser o melhor time de um Campeonato Brasileiro. 

Para o Fluminense, basta ter 11 guerreiros obstinados pelo triunfo. 
Basta ser o gigante mais tradicional do Brasil. 

Caros tricolores, 
A conquista da liderança a esta altura não representa absolutamente nada para o resultado final do campeonato. 

Nosso domínio após 22 jogos concerne a apenas uma questão. 

Confiança. 

A partir de agora, trajando uma confiança inabalável, o time de guerreiros traduzirá a obsessão pelo triunfo em título.

Tremei adversários. 

Os guerreiros, arrebatados pela chama viva da fênix tricolor e sedentos por glória, transformarão cada uma das 16 próximas partidas em embates finais.

(Foto: Nelson Perez / Fluminense Football Club)
Avante exército tricolor, mais uma batalha vencida de uma guerra por vencer!
Saudações Tricolores! 

"O Fluminense independe de conquistas, o Fluminense está entre o ser e o devir, o Fluminense é o ser. É Fluminense e basta", (GARAMBONE, Sidney) 

22ª Rodada – Campeonato Brasileiro de 2012 

FLUMINENSE 3 x 1 Santos 

Destaques positivos 
Não há outro maior na partida que não seja Wellington Nem. Normalmente ponta, o baixolinha tricolor foi centro-avante contra o Santos. Se não fosse pela velocidade, eu diria que estava vendo uma miniatura de Fred metendo gols. Samuel, a luta e entrega do time. Mereceu o belo gol que marcou. Um gol de consciência pura, aliás. Carlinhos, nosso ala, tramou diversas jogadas com Wagner pela ponta esquerda. Wagner que já valeu o investimento. Não adianta a torcida vê-lo como um substituto de Deco. Ele não é, nem nunca será. O vejo muito mais como um Marquinho bem melhorado, com visão de jogo, menos correria e mais cadência. Antidoping nele! Meus olhos estão vendo Edinho jogar o fino da bola! Desarmes precisos, ótimas tabelas e passes perfeitos. 

Destaques menos positivos
Não foi só o erro que resultou no gol do Santos, mas as seguidas falhas que desencadearam uma partida desastrosa. Digão, que havia feito seu primeiro gol nesta temporada na rodada passada, tratou de apagar o bom momento na partida de ontem. Bruno insolente e ineficaz como sempre. Jean, apesar do passe, já mostra um declive em seu gráfico de apresentações pelo Fluminense. Preocupador se levarmos em consideração que ele é o substituto de Deco na distribuição de jogo no meio tricolor.