Quinta-feira, 26 de julho de 2012.



Como o melhor time do Brasileirão perde sua invencibilidade?!

Caros tricolores, o que vimos nesta noite fria e desanimadora de quarta-feira foi o mais puro reflexo da injustiça futebolística. Estou indignado!

Como um time em que seu camisa 9 finaliza apenas uma fez ao gol não consegue balançar a rede adversária?

Nosso treinador Abel Braga deu um verdadeiro nó cego tático no pôfexo Luxa. Uma inovação que não tinha sido vista em nenhum momento nesta temporada inteira! Um avassalador 3-5-2, que ora se transformava em 5-2-3, ora em 3-4-3! Jogamos diante do Gaymio num esquema mutável, imarcável e imparável. Fomos uma espécie de Barcelona, do ponto de vista tático.

Qual equipe do futebol brasileiro tem tamanha qualidade que coloca seus zagueiros e cabeças-de-área para armar o jogo ofensivo?

Só o Fluzão, é claro. Gum, Anderson e Eusébio abusaram de lançamentos primorosos. Edinho e Fábio nos fizeram esquecer da maestria de Deco. Perdi as contas das vezes que vi enfiadas de bolas que beiravam a perfeição. E pasmem, ainda tínhamos Rafael Moura, Sóbis e Wagner no banco!

(Foto: Divulgação Fluminense Football Club)


Jogamos taticamente como Barcelona, mas não tocamos a bola como tal. Mas por que imitar um esquema que presa pelos vários toques monótonos, quando o mais interessante é acertar no máximo dois toques e entregar a bola ao adversário? Só assim podemos acionar nossos marcadores / maestros para roubar e distribuir novamente a bola. 

Jogar no 3-5-2 para acionar os alas? Muito óbvio. O Fluminense escolhe este esquema pra jogar mesmo é pelo meio! Mais um ineditismo do inventivo comandante tricolor. A vitória nos chegou a sorrir por diversas vezes, principalmente nas duas únicas finalizações defendidas pelo arqueiro do Gaymio. Mas como naquela máxima, quem não faz leva. 

Uma pena. Nem sempre os melhores vencem. Injustiças do futebol.

Que as marcas da derrota sirvam de motivação a futuras vitórias do exército tricolor!
Saudações Tricolores

“Há tantos anos juntos na vitória e na derrota, mas a certeza é de que eu nunca irei te abandonar” (Trecho Na Vitória e Na Derrota – Legião Tricolor)

12ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012

Gaymio 1 x 0 FLUMINENSE

Destaques positivos
Wilton Pereira Sampaio. O árbitro foi destaque tricolor na partida. Primeiro por dar prioridade às faltinhas, parando muito a partida e fazendo o jogo do Flu de bola parada. Como se não bastasse, teve a consciência de dar o terceiro amarelo para Edinho, que graças a João de Deus, não enfrentará o Patético Mineiro no próximo domingo. Dos que ajudaram o Fluminense jogando pelo tricolor, o único digno de destaque é Wallace. Quando foi acionado, a promessa tricolor apareceu bem, mostrando personalidade. Mostrou também que diferente do titular da posição, sabe o que é um cruzamento partindo da linha de fundo. Aliás, outro destaque positivo na partida contra o Gaymio foi a estreia da linda camisa em homenagem aos 110 anos do clube mais tradicional do Brasil. Camisa que este blogueiro que vos escreve já garantiu para sua coleção.  

Destaques menos positivos
Poderia aqui tecer críticas individuais a cada um dos jogadores nesta primeira derrota do Flu no Brasileirão deste ano. Não farei. Pois, a meu ver, se fosse sentenciar um culpado pelo primeiro fracasso do único tricolor do mundo na competição, seria, logicamente, Abel Braga. E motivos não faltam. Não foi só a invencionisse de entrar com o esquema 3-5-2, mas a ingenuidade de entrar neste esquema sem nenhum articulador em campo. Sim! Thiago Neves, ainda que natural da posição, jogou como ponta-esquerda. Logo, não jogamos no 3-5-2, mas num ingênuo 3-4-3. Justamente diante de um Gaymio com um meio-campo mordedor. E não me venham com a desculpa dos desfalques ou com superioridade do clube gaúcho! Apesar de um bom time, o Gaymio não passe de mediano, basta olhar para a sofrível defesa. Não sei se perdemos pela burrice (ou invencionisse) de Abel, mas que ela contribuiu é inegável. Material para fazer coisa melhor, ele tinha. O banco estelar é a prova disso. A derrota desta quarta deixa a sensação de que Abelão recebeu um Camaro lindão da Unimed, mas insiste em não passar dos 60 Km/h.