Sábado, 7 de junho de 2012.





Aproveitando o embalo do centenário do clássico mais charmoso do mundo, os blogueiros envolvidos nesta rivalidade, Cadu VieiraAndré Resende, utilizaram o aplicativo "O Maior de Todos os Tempos", do globoesporte.com, e definiram quais seriam os esquadrões históricos de Flamengo e Fluminense. Seguem as escalações e as respectivas justificativas. Rubro-negros e tricolores, concordam com os nossos blogueiros?

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Flamengo de Todos os Tempos de Cadu Vieira
Raul, Leandro, Marinho, Mozer, Júnior, Andrade, Adílio, Zico, Tita, Nunes e Lico. Qualquer FLAMENGUISTA dos bons sabe de cor e salteado a escalação do maior FLAMENGO que o mundo já viu. Mas houve outros tempos, antes e depois daquele esquadrão mágico. Tempos que, cruéis, não nos permitiu ver em campo os onze ideais revestidos pelo MANTO SAGRADO, senão em imaginação. Então lá vai.

Raul, que sempre fez questão de dizer que "para quem veste a camisa do FLAMENGO, a Seleção não faz falta", com quase sete metros de largura e dois de altura, é o nosso paredão. A nossa Wanderléa desbancou Júlio César, também grande ídolo, de choro emocionado em fugas de rebaixamento.

Nas laterais, os dois maiores: Leandro pela direita, Júnior pela direita. Leandro de imagem tão marcante quando chegou ao Brasil, depois da conquista do Mundial, abraçado à taça, chorando, cantando o hino. E Capacete, versátil que só ele, podendo ir ao meio com maestria.

Na zaga, uma pena deixar Mozer e Aldair de fora. Chorei vendo Mozer chorar no centenário do FLAMENGO, agradecendo ao clube e a Zico por tudo o que tinha e tudo o que era. E Aldair, que acompanhei ainda em campo, ao vivo, jogar os últimos anos de sua carreira, já não mais com a camisa preta e vermelha mais bonita do mundo. Mas eles cederam lugar a dois enormes zagueiros: Domingos da Guia e Rondinelli. O primeiro, o Divino Mestre, presenteou os amantes do futebol com tantas domingadas, a clássica jogada em que driblava atacantes dentro da nossa área, com classe e frieza, deixando os rubro-negros com o coração na mão. E o segundo, o Deus da Raça, autor do antológico gol da final do Carioca de 78 contra o Vasco, que se jogou aos pés de Rivelino, de cabeça, para evitar a ofensa de o MENGO tomar um gol do Tricolor. Dois gigantes.

Do meio pra frente, arte! Andrade e Adílio, que são quase a personificação do que é ser FLAMENGO. Zizinho (Mestre Ziza), ídolo de Pelé, e Leônidas da Silva, o Diamante Negro, o Homem de Borracha. Não sei de desarmadores mais armadores que esses.

E no ataque, nada menos que 752 gols marcados pelo FLAMENGO. Os nossos dois maiores artilheiros de todos os tempos. Dida (244) e seu fã ZICO (508), o maior de todos os maiores. E o Galinho precisou ir à frente, mas com a liberdade de recuar sempre que quiser, passar de flecha a arco e lançar, armar, humilhar.

Com esse time, podemos variar do 4-4-2 ao 4-5-1 a qualquer momento do jogo com a maior naturalidade do mundo. E ainda temos no banco o seguinte: Júlio César (G), Léo Moura (LD), Mozer (Z), Aldair (Z), Jordan (LE), Petckovic (M), Nunes (A), Doval (A), Bebeto (A), Romário (A) e Adriano (A). Um FLAMENGO que merece quadros, placas, honrarias e que é eterno, como todo FLAMENGO que se preze: único.

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Fluminense de Todos os Tempos de André Resende
Foi complicado, principalmente do meio pra frente. O critério usado não foi o meramente técnico. Ponderei e escolhi os melhores que demonstraram orgulho e afeto pelo pavilhão tricolor. Castilho, inquestionável, o maior ídolo da torcida do Fluzão, é presença certa na baliza tricolor. Nas laterais, dei prioridade ao Capita, da Máquina e da Seleção jogando pela direita, mais pela qualidade que pela história no Flu. E Branco, a bomba santa tricolor, que fez parte da geração vitoriosa da década de 80. 

Deixar Thiago Silva e Edinho fora foi doloroso, mas segui o pré-requisito “quem tem mais valor histórico para o Fluminense”. Logo, Pinheiro, um dos pilares da Santíssima Trindade Tricolor dos anos 50 e 60 (completada por Píndaro e Castilho) e um dos maiores zagueiros do Flu não poderia ficar de fora. Sobrando assim uma vaga para três craques. Edinho apesar de diferenciado, jogou no Império do Mal, passando para o lado negro da força, e perdeu moral. Thiago Silva, apesar de ser mais completo que os outros concorrentes (conclusão tirada com a ajuda de meu pai, que viu os três jogarem e entende de futebol tanto ou mais que eu), ainda deve “aquele” título pra torcida. Sobrando assim Ricardo Gomes, que teve a honra de como jogador no Brasil, usar unicamente a camisa verde, branca e grená. 

Se na defesa foi complicado, do meio pra frente foi três vezes mais. Segui o mesmo critério que tinha usado no miolo de zaga. De cara Waldo, maior artilheiro da história do Fluzão. Didi, o príncipe etíope, que mesmo revelado pelo foguinho teve duas passagens maravilhosas pelo Flu, inclusive como treinador da Máquina. Telê, o fio de esperança, o maior ponta direita da história do Flu (Búfalo Gil que me perdoe), a personificação de tudo que o Flu pode representar.

Daí mais pelo lado técnico, mas sem deixar a história de lado, Romerito, habilidoso, raçudo, decisivo e tricolor. Lutou palmo a palmo com Conca pela vaga no meu time, ganhando a preferência por ter tido uma passagem mais vitoriosa que a do argentino. Assis, o maior carrasco dos mulambos dos últimos anos não poderia JAMAIS ficar de fora. E fechando, com direito a elástico e tudo mais, Riva, o maior 10 tricolor das últimas quatro décadas.