Domingo, 29 de julho de 2012.

Errar é humano! Eu, você, e até o Vicente Romano Neto está suscetível ao erro. A falha humana está presente em milhares de aspectos do nosso cotidiano. O futebol é apenas mais um.

Pois bem. Na partida equilibradíssima contra o Patético, jogando dentro de casa num jogo de “seis pontos”, eis que surge, para a infelicidade geral tricolor, um erro de arbitragem. Uma falha humana que nos impediu de gritar gol, de comemorar uma vitória, de mostrar aos menores dos maiores que faixa de título não se veste antes da última rodada.

O ato de errar ou a dimensão do erro, a meu ver, ficam em segundo plano. Erros de arbitragem acontecem para o bem e para o mal. Por isso, amigos tricolores, não me venham botafogar (por mais que esta resenha já se assemelhe a tal atitude).

O fato é que a indecisão do assistente Vicente Romano Neto em levantar ou não a bandeira, me levou a escrever esta dissertação pós-jogo. Por que hesitar? Quando foi acionado nos demais lances, o assistente foi imediato em sua decisão. Então, por que só depois que a bola balançou a rede do Patético, só depois que Fred comemorou e olhou para o referido assistente para conferir, foi que ele anulou o lance?

Não quero julgar. Mas, é inevitável que a indecisão em cravar o lance no momento que em Fred recebeu a bola, levou a torcida tricolor a questionar a integridade do Sr. Vicente. Como sou uma pessoa que antes de qualquer coisa crê na idoneidade humana, prefiro acreditar que foi um lapso, um delay, um apagão.

(Foto: Dhavid Normando / Photocamera)


A vitória não veio apenas pela interferência errônea da arbitragem, que fique bem claro! No primeiro tempo nos faltou qualidade no último passe, apesar da ótima movimentação dos atacantes tricolroes. No segundo, maior precisão nas finalizações. Na partida, de uma maneira geral, nos faltou um pouco mais de competência (o que alguns chamam de sorte).

Apesar do resultado e mesmo com os espaços dados ao meio-campo pateticano no segundo tempo (muito mais pela desfiguração tática de Abel), não vi em nenhuma outra partida deste Brasileirão, talvez do ano, uma movimentação ofensiva tão empolgante. 

Se o goleiro Victor não tivesse aparecido tão bem no jogo ou se nossos atacantes tivessem um esmero maior, seria nossa melhor partida no ano. A primeira com futebol e com resultado.

O sentimento é de frustração, mas a impressão é positiva. Se continuarmos repetindo apresentações como esta contra o Patético, a liderança será questão de tempo.

Gols e vitórias sairão, mesmo com trapalhadas da arbitragem. 

Se em outras partidas tivermos um pouco mais de competência, nem goleiros adversários, nem assistentes lerdos, conseguirão impedir a alegria tricolor. 

Saudações tricolores! 

"Pode-se identificar um tricolor entre milhares, entre milhões. Ele se distingue dos demais por uma irradiação específica e deslumbradora." (RODRIGUES, Nelson) 

13ª Rodada – Campeonato Brasileiro 

FLUMINENSE 0 x 0 Patético Mineiro 

Destaques positivos 
Como supracitado, esta foi a nossa melhor exibição do ano, do ponto de vista ofensivo. Por mais irônico que possa parecer diante de um placar 0x0. Fred, como há muito não se via, saiu da grande área, largou de ficar trocando trombadas com os zagueiros adversários, e deixou W.Nem diversas vezes em condição de finalizar. Nem, que foi outro a implantar desespero na defesa pateticana. Cansou de entortar Júnior César, e até cabeceou à la He-man no primeiro tempo. Deco, cadenciou o jogo, mas foi discreto. Carlinhos voou na lateral esquerda, deu um banho no badalado Marcos Rocha. Digão improvisado foi muito melhor que Edinho (o que não nos impressiona). Cavalieri, seguro como sempre. Gum, numa fase exuberante, foi soberano contra o bom ataque pateticano.

Destaques menos positivos 
Dos titulares, o que menos impressionou foi Thiago Neves. Apareceu até bem no primeiro tempo, mas na etapa complementar foi inexistente, tanto que foi substituído por Marcos Júnior, outro que pouco fez em campo. Wallace, apareceu pouco. Euzébio, não comprometeu, mas teve lá seus momentos de trapalhada que por pouco não comprometeram.