Domingo, 15 de julho de 2012.



Venho por meio do honrado espaço concebido a mim neste blog, externar toda a minha indignação e insatisfação com as sucessivas atuações precárias, para não usar desalentadoras, da estelar equipe do Fluminense nas nove primeiras partidas de Campeonato Brasileiro. 

Esta insatisfação, aliás, pode ser dilatada se levadas em consideração as atuações em partidas do Campeonato Carioca e da Copa Libertadores, com raras exceções de brilharecos do time tricolor. 

Insatisfação diante de um time que mantém uma invencibilidade trôpega à base de muito retranquismo. Indignação contra uma equipe que, mesmo contando com jogadores altamente gabaritados e invejáveis por quaisquer outros clubes do Brasil, só consegue vencer com gols marcados a partir de faltas, escanteios e pênalti. 

Até agora, pouco futebol foi visto para que habilitem o Fluminense como um candidato ao título. Pouca movimentação ofensiva, falta de criatividade num meio-campo que conta, rotativamente, com Thiago Neves, Deco e Wagner, poucas jogadas de ataque e poucas chances de finalização. Não por acaso, o Fluminense seja o clube que menos finalizou até o momento neste Brasileirão. 

Fomos campeões cariocas. Ao custo de derrotas pífias contra um punhado de pequenos, e contado com a “sorte” de ter feito duas partidas impecáveis contra Vasco, na final da Taça Guanabara, e Botafogo, na primeira partida da final do Carioca. 

Fizemos boa campanha na Libertadores. Exceto a vitória contra o Boca Juniors, na Bombonera, não tivemos nenhuma outra atuação que enchesse a torcida tricolor de confiança. Derrota dentro de casa contra o mesmo Boca, sufoco para se classificar em primeiro e mais um sufoco para segurar um 0x0 contra o Inter.

Estamos invictos após nove jogos no Brasileirão 2012 e no G-4. À base de bolas alçadas na área e de bolas paradas. Com doses de sofrimento para segurar resultados mínimos ou alcançar dilatados contra times medíocres. 

(Foto: Divulgação Fluminense Football Club)


O único ponto positivo a se destacar em todas as competições disputadas neste ano é a evolução tática do time. Sem a bola o Fluminense possui um sistema de marcação que não fica muito atrás do corintiano ou que deixaria Roberto Di Matteo orgulhoso. 

Diante do maior dos menores nesta tarde de domingo (15), vimos mais uma aula de tática de Abel Braga. Duas linhas de quatro, pouco poder ofensivo, tudo para segurar um 1x0 conseguido após um escanteio. Esquema que acabou sucumbindo à insuficiência técnica (e tática, óbvio) do lateral direito. 

Grande parte da torcida tricolor ainda está “conformada” com a posição confortável na tabela e a série invicta ludibriadora. Mas se continuarmos nesta toada, não tardará o dia em que, os alegres com o atual futebol, se voltarão contra o time e contra o treinador diante da derrocada da invencibilidade e da virtual queda na tabela. 

Clamarão por um futebol menos pragmático e mais encantador, bem como, atuações menos medíocres.

Manifestar-se-ão por um futebol de campeão. Este que reivindico desde já!

Saudações Tricolores!

"O que é o Fluminense? O maior clube do Brasil e do mundo. Repito - o maior clube do Brasil e do mundo. Isso é o óbvio mais que ululante." (RODRIGUES, Nelson) 

9ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012 

Maior dos menores 1 x 1 FLUMINENSE 

Destaques positivos 
Fred. Pela nona vez em 10 partidas contra o foguinho, o armadura 9 balançou os barbantes. Como diria Tio Nelson, gol de Fred em jogos contra o maior dos menores é BATATA! Gum mais uma vez mostrou porque é o melhor zagueiro do elenco tricolor. Seguro, leal e sem melindres, foi muito bem quando foi exigido. 

Destaques menos positivos 
Bruno, inoperante no ataque, ainda teve o brilhantismo de tomar um vareio de bola do POSSANTE Márcio Azevedo! Parece que a troca de Marimito pelo lateral direito “revelação” do Brasileirão passado foi um péssimo negócio. Carlinhos, ainda que tenha aparecido bem mais e dado menos espaço que Bruno, não acertou UM cruzamento. Wagner, correu, se esforçou, e só. Thiago Neves continua devendo, apesar da boa atuação tática, ajudando diversas vezes na marcação. Anderson, desastroso, por pouco não deu dois gols para o foguinho. Que saudade de Beckenzébio. Abel Braga foi outro a ter participação desastrosa. Se era pra jogar no contra-ataque, por que raios colocar Samuel? Anderson e Bruno de titulares não. Bem como esse esquema retranqueiro e monojogático. Se falta desenvoltura ofensiva ao Fluminense, Abel é um dos principais, se não o principal, responsável.