Sábado, 19 de maio de 2012.

Vai começar. 19 adversários. 38 jogos. 3.420 minutos de bola rolando. 35 milhões de abnegados RUBRO-NEGROS torcendo em favor. Todo o resto torcendo contra. E apenas um objetivo: o HEPTA. E quis o destino - seja lá o que isso for - que o primeiro adversário do FLAMENGO na caminhada do Campeonato Brasileiro fosse um velho, conhecido e desprestigiado time metido a rival nosso. Pseudorrivalidade essa que tenta se justificar no bisonho fato de que eles contestam a nossa possibilidade de conquistar o HEPTA já em 2012.

Quando o FLAMENGO entrar em campo na Ilha do Retiro para o primeiro duelo do Brasileirão 2012, estará, no mínimo, mexendo com os brios do Ixpó, time do querido Silas Batista, também blogueiro deste site. Sim, porque os rubro-negros menos famosos que nós estarão, com certeza, chafurdando de novo sobre o assunto mais sem graça do futebol nas três últimas décadas: o incontestável TETRACAMPEONATO do FLAMENGO em 1987. E lá estarei eu, FLAMENGO que sou, nas arquibancadas, com o MANTO em listras largas, alternadas em vermelho e preto (foto abaixo), igualzinho ao que revestiu o corpo de Bebeto quando do seu chute que venceu Taffarel na final daquela Copa União: FLAMENGO 1, Internacional 0.

MANTO RUBRO-NEGRO que cobriu os corpos do nosso esquadrão de 1987, campeoníssimo (Foto: Cadu Vieira)

Bom, mas a mazela histórica que tenta nos garfar um título conquistado em campo não merece ser o principal assunto desta minha estreia no Pontos Corridos. Como "preliminar" do assunto principal ainda vá lá. Porque o que vale comentar aqui, só para entrada, é que seja como for - em crise, que seja -, fui FLAMENGO toda a vida e a partir de hoje o serei 38 vezes com o máximo de forças que eu puder.

O time vem desmantelado desde, principalmente, que o protótipo de treinador reassumiu o comando técnico. Em campo, tem seus melhores nomes estampados nas camisas de um goleiro que rebate muito mal a bola e na de um atacante, este sim, que sabe fazer gol e não cansa de lutar pelo time. Felipe e Vágner Love, assim, de primeira, estão na minha conta dos grandes nomes do time para o Brasileirão.

E, por ora, não cabe falar de todo o resto, que precisa mostrar se sabe fazer algo e se está disposto a honrar o MANTO. Nem mesmo do indiscutível craque que não joga muito há tempos ou da pretensa presidente convém falar. Não quero sequer entrar no mérito das metas menores: fuga do rebaixamento, classificação à Sulamericana ou à Libertadores. Isso fica para próximos momentos, se for o caso. A hora é de entrar em campo, trincar os dentes, suar o pano FLAMENGO e ir pra cima deles. Do que sobrar, a gente fala depois.

Saudações RUBRO-NEGRAS!