Domingo, 20 de maio de 2012.


Começou o Campeonato Brasileiro. E o FLAMENGO não tem um time ruim. Mas está um time ruim.

Se eu for tomar como parâmetro apenas a nossa estreia, ontem - empate em 1 a 1 contra o fraco Ixpó -, devo dizer que a nossa meta principal é colocar logo mais 44 pontos na sacola e garantir o quanto antes a vaga na Série A do ano que vem. O que vier além disso é lucro.

Ontem o MAIS QUERIDO beirou o ridículo na maior parte do tempo. Nada menos do que já vinha mostrando durante a temporada, com as campanhas insuficientes no Carioca e na Libertadores. Pareceu até que Papai Joel levou ao pé da letra as sacaneadas adversárias e, em vez de colocar o time para treinar, deu férias nesses 27 dias.

É ruim começar o campeonato cornetando. Mas não dá para ser diferente com essa estreia. Na minha última postagem, eu disse que o MENGO deste Brasileirão 'se resume' a Felipe e Vágner Love. Cometi uma injustiça. Paulo Victor merece elogios. No primeiro tempo contra o Ixpó, fez pelo menos quatro defesas difíceis bem em frente à arquibancada onde eu estava, num ângulo em que, mais que pela tevê, a gente acredita que não vai dar mais para salvar. Grande e único nome destacável do FLAMENGO no jogo de ontem.

Mas esta é uma mania que o maior RUBRO-NEGRO de todos já tem há um bom tempo: jogar fora de casa como se fosse pequeno. O FLAMENGO é grande, mas parece se sentir pequeno. Jogar numa Ilha do Retiro com uma torcida (muito bonita, diga-se de passagem) que canta o tempo todo pesa, eu sei, mas o FLAMENGO não pode se apequenar diante disso. E nem me refiro a questões técnicas. O que quero dizer é que só vai ser campeão brasileiro quem jogar para somar pontos dentro e fora de casa. E não foi o que o FLAMENGO fez em Recife.

Prova disso é que só depois que tomou o gol(aço), já no segundo tempo, foi que o time conseguiu articular umas poucas jogadas de ataque e mostrar que podia vencer. Mas como vencer se o time não tem um padrão tático definido, se não consegue manter a posse de bola, se erra uma infinidade de passes, se o armador do time não aparece pro jogo, se o principal ingrediente flamengo, a raça, está em falta neste time?

A NAÇÃO esteve presente em bom número à Ilha do Retiro. E cantou e gritou. Foi FLAMENGO (Foto: Cadu Vieira)

A exceção dos elogios a Paulo Victor, o que se pode falar sobre os demais, é o que se segue. Léo Moura fez um primeiro tempo ridículo, só conseguindo algumas poucas boas investidas no segundo tempo, mas, ainda assim, sem saber o que fazer com a bola e sem chegar à linha de fundo. González ainda não mostrou a que veio, mas não merece críticas duras porque quem joga ao lado de Welinton tem que ser super-humano para conseguir algo bom. Welinton - #táquéuparéu - não tem condições: bicões pro alto, sem tempo de bola e quase um gol contra. Magal não é melhor que Júnior César, o que significa que a previsão é de que ainda teremos muita dor de cabeça naquele setor. Rômulo é fraco, mas dessa vez, apesar de não ajudar muito, também não comprometeu. Luis Antônio é um bom jogador, mas ontem só esteve um pouco útil no primeiro tempo e apenas no apoio; marcou mal. Kléberson não é dos meus preferidos, mas ao menos tem se dedicado e acertou alguns passes importantes, inclusive o do gol de Love. Botinelli é uma eterna inconstância e nem é das melhores: oscila, mas fica mais tempo em baixa que em alta. Ronaldinho - putz! - foi nulo, sem participação, sem movimentação, aparentemente sem interesse; está como o time: é grande, mas parece pequeno. Vágner Love é a esperança de gol do time e, mais uma vez, correspondeu; mas não jogou bem; só se dedicou muito.

As entradas de Amaral e Deivid nem valem à pena o comentário porque não acho que tenham influenciado na melhora do time. Acho que o que fez o jogo ficar mais pra gente depois do gol do Ixpó foi a verdade irreprensível: o FLAMENGO é maior que eles. Mas nosso jogadores só resolveram praticar isso quando estavam perdendo. O que nem sempre vai funcionar.

Há muita coisa ainda para melhorar. O próximo adversário é peso: o Internacional. O time tem uma semana para treinar - o que não deve fazer muita diferença, já que 27 dias pareceram não valer de nada. Ibson vem aí. E, honestamente, com o que temos à disposição, penso que domingo temos que ir de Felipe, Léo Moura, González, Welinton e Júnior César; Airton, Luis Antônio, Ibson e Ronaldinho; Deivid e Vágner Love.

E o FLAMENGO tem que aprender de uma vez por todas a jogar como time grande que é. Mesmo que alguns jogadores não mereçam estar ali.

Saudações RUBRO-NEGRAS!