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Thiago Neves, Abel Braga, Fluminense... Adeus, Libertadores!
22:47
Por João Neto
Quarta-feira, 23 de maio de 2012.

Por um dia, resolvi fazer parte da turma de João de Deus.
Pois é. Independente de ser flamenguista apaixonado, torci para o Fluminense. Não tenho vergonha de assumir. Tenho vergonha de ver o Boca Juniors classificado para a semifinal. Incrédulo, sem reação. Foi assim que fiquei no instante do gol marcado pelo fraquíssimo Santiago Silva, praticamente no último lance da partida.
Sofri com a vitória do futebol mal jogado. Do futebol catimbado. E do futebol pragmático.
Acho que até sei o que o treinador disse na preleção.
“Pessoal, vamos nos defender 85 minutos, tentar não tomar gols, e, nos cinco minutos finais, a gente fica ali, rondando a área do adversário, para tentar um gol e a classificação”.
Conseguiu. Para infelicidade dos cariocas. Para minha infelicidade. Para tristeza do futebol brasileiro, sul-americano e mundial.
Vamos, agora, apontar alguns culpados. Deixemos de lado as ausências dos dois craques do time. Deco e Fred não puderam jogar. Ambos estão machucados. Sem eles, o Fluminense não é Fluminense.
Mas, peraí. Um momento. Alguém viu Thiago Neves em campo? Ele não veio para ser um dos craques da equipe? Não foi anunciado com status de grande contratação, principalmente porque veio do rival Flamengo? Não foi ele quem fez meu colega blogueiro Cadu Vieira choramingar por causa da sua saída?
Aposta mais do que errada da diretoria tricolor. Não por contratá-lo, mas por tratá-lo como estrela.
Thiago Neves precisava chamar o jogo pra ele. Precisava fazer o Fluminense esquecer Deco e Fred. Não o fez. Pelo contrário. Foi uma estrela apagada e ofuscada pela falta de atitude própria. Decepcionou. E, para completar, foi ele quem levou a bola nas costas que resultou no gol do adversário.
Outra coisa. Abel, meu querido. O Thiago Neves pode ser substituído, viu?! Para de querer dar moral ao cara. Já basta. Wágner, pela primeira vez no ano, fazia uma partida digna de Wágner. Lembrou aquele meia que despontou no Cruzeiro. Não deveria ter saído.
Portanto, mesmo que o gol argentino tenha saído em um lance de rara felicidade, essa vai para tua conta também, Abelão! Talvez, por isso, você foi apertar mão de todos os jogadores. De um por um. Ao Thiago Neves, restou um abraço. Vocês morreram abraçados juntos com toda uma nação.
No mais, vou deixar de ser ranzinza por um parágrafo.
Não é bonito perder uma guerra. Mas é bonito perdê-la dignamente, da forma que o Fluminense fez.
Mereceu ser aplaudido pela torcida!
This entry was posted on October 4, 2009 at 12:14 pm, and is filed under
Fluminense,
João Neto
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