Domingo, 27 de maio de 2012.


Joel Santana é folclórico.

No Flamengo, desta vez, não está conseguindo ser. Por isso, os resultados não aparecem.

Ele não entende NADA de futebol. Não tem competência para ocupar tal função, mesmo que alguns títulos desqualifiquem minha afirmação. Mexer os ‘jogadores’ na prancheta faz parte do fantoche que é a sua carreira de técnico.

Neste sábado, contra o Internacional, mais uma demonstração do que Joel é capaz de fazer.

Armou o time com quatro volantes (Ibson e Kleberson são volantes, SIM), deixou um buraco no meio e o rubro-negro sofreu com inúmeros contra-ataques de um time completamente remendado (o Inter teve oito desfalques), além de dois gols da intermediária.

À primeira vista, difícil entender como isso pode acontecer com um Flamengo de vocação extremamente defensiva. E não é um caso inédito na atual temporada.

Na verdade, o Flamengo de 2012 não tem fórmula que o explique. Talvez seja reflexo de uma outra ilusão: Ronaldinho Gaúcho.

O 'craque' entrou em campo sob vaias, chegou a ser aplaudido depois de converter cobrança de pênalti, dançou, foi xingado quando substituído e precisou deixar o Engenhão cercado por seguranças, debaixo de muitas críticas.

Aposto que nenhum torcedor rubro-negro, inclusive eu, que sou dos mais pessimistas, enquanto R10 era apresentado pelo clube, distribuindo sorrisos, juras de amor e dizendo que “Flamengo é Flamengo”, imaginava que o final poderia ser este.

Afinal, Flamengo é Flamengo, Ronaldinho.

Acorda. A tua cota já estourou há muito tempo. E a paciência da torcida também.

(Foto: Cléber Mendes / LANCENET)