Terça-feria, 22 de maio de 2012.


Patrícia Amorim, presidente do Flamengo (Foto: Ig Esporte)
Como sou a única representante da ala feminina aqui no blog, me senti atingida pela declaração de que não é a hora de uma mulher comandar um time de futebol, feita pelo colega João. Acredito que Patrícia Amorim pode e deve ser criticada pelas decisões erradas que tomou à frente do Flamengo. Mas não acho certo questionar a competência dela só pelo fato de ser uma mulher.

O que é isso, gente? Ser do sexo masculino virou pré-requisito para estar no comando de um clube? Então, quer dizer que uma mulher não pode ser árbitra de futebol, policial, trabalhar na construção civil ou fazer qualquer atividade tida como masculina?

Apesar desta declaração de João ter motivado este post, não é a primeira vez que vejo cometários assim a respeito da Patrícia. A maioria dos torcedores flamenguistas que conheço já falou isso. No entanto, quando o Flamengo ganhou o Campeonato Brasileiro de 2009 estava tudo as mil maravilhas. Ninguém questionava o trabalho dela no clube.

Não sou Flamenguista, pelo contrário, se tem um time que eu não gosto é o Rubro-Negro carioca. Sou daquelas que torce contra. Ferrenha opositora rubro-negra. Sempre recebi pressão da minha família para gostar do Flamengo e resisti bravamente. Mas, como já disse, não aceito que se questione a competência de Patrícia só pelo fato dela ser mulher.

Concordei com João em uma coisa: Joel Santana é bomba. Eu agradeci quando ela tirou aquela 'arabaca veia' do meu Bahia. Porque eu já sabia que o Urubu ia ladeira abaixo com ele. Mas um presidente não é responsável sozinho pela contratação do técnico. Ainda mais num clube grande feito o Flamengo, que deve ter diretor até para abrir e fechar os olhos.

Ela está mal assessorada e não tem feito boas escolhas para o Rubro-Negro. Mas repito, de novo e novamente, o fato de Patrícia se uma mulher não tem nada a ver com isso.