Sexta, 18 de maio de 2012.


Sou o José André. Não posso ser hipócrita e dizer que nasci corinthiano, ou nasci “Corinthians”, como é mais usual no nosso bando. Posso dizer que hoje tenho até certo agradecimento a meu pai por ele não ter me passado paixão pelos dois times que ele torce: nenhum deles é o meu TIMÃO! Nada me faz esquecer o jeito carinhoso com que Marcelinho Carioca ajeitava aquelas bolas antes das cobranças de falta, um goleiro adversário preocupado tentando organizar sua barreira e, quase sempre, golaços com ele comemorando daquele jeito, correndo e girando os dois braços no ar. Acrescento mais dois do Marcelinho: uma “pancada” que ele meteu no ângulo da trave que Veloso defendia, quando este decidiu não montar barreira; e uma pintura, um golaço de placa depois de dar um lindo chapéu num defensor santista em plena Vila Belmiro, o que o rendeu uma placa assinada por Pelé, pena que o jogo terminou empatado.

Fica difícil localizar no tempo o nascimento da minha PAIXÂO sem fim (minha namorada que me perdoe!) pelo Corinthians, mas o cenário é basicamente esse aí: final da década de 90 em diante, um timaço atrás do outro, o bicampeonato brasileiro (98-99), Paulistão, Torneio Rio-São Paulo (que saudade deste!), Paulistão (aquele mesmo, das embaixadinhas de Edílson!), 1º Mundial Interclubes da FIFA (ainda que as outras torcidas desmereçam este título), a amarga eliminação da Libertadores pelos nossos verdes arquirrivais, Marcelinho Carioca, Ricardinho, Edílson, Vampeta, Kléber, Rincón, Gamarra, Dida (grande!), Dinei, Fábio Luciano... me perdoem os que não forem citados, mas saibam que todos estão no coração deste torcedor alvinegro que teve, sem saber direito o porquê, dois períodos meio que apagados na sua história: um por volta de 2003-2004 (depois de lamentar aquele vice-campeonato nacional de 2002. Caraca, Rogério! Porque você não derrubou o Robinho bem antes, fora da grande área?!) e outro, de 2006-2007 (podendo acompanhar o final da tragédia pré-escrita em 2008 com a queda para a série B, derramar lágrimas e passar alguns dias de luto). Considero que renasço em 2009, com o Corinthians escrevendo novas páginas quando junta Andrés Sanches (saudações e muito obrigado!), Mano Menezes e Ronaldo.

Ainda que não tenhamos ganhado nenhum título no ano do centenário, em 2010, me senti grande, honrado naquele grande ano por me sentir parte daquela história grandiosa, incorporando o lema lançado ao final do ano passado: “Corinthiano não vive de títulos, vive de Corinthians!“. A nova era vingou e se estende até hoje, com o atual título de campeão nacional, jogadores se doando em campo e o crescimento da marca Corinthians. Aponto a genialidade do craque Marcelinho Carioca que me fez descobrir essa paixão de ser e não só o perdôo, mas como me honro de vibrar com dois gols que ele marcou contra o Corinthians, defendendo o Santo André, um deles, golaço de falta em 2009 (e que festa da Fiel, ao aplaudir o craque!).

Hoje em dia eu desespero quando tenho que trabalhar nas tardes de domingo e perder algum jogo, clássico ou mesmo aqueles menos importantes do campeonato paulista. Nada como torcer, ver meu time jogar, ganhar, empatar, perder... sofrer, talvez, mas pelo Corinthians acho que vale muito à pena! Rumo à conquista do HEXA-Brasileiro! Vai, CORINTHIANS!!!