Domingo, 20 de maio de 2012



Primeiro jogo no Brasileirão 2012, primeiro jogo fora de casa, primeira vitória na competição. O início do Fluzão no Campeonato Brasileiro deste ano não poderia ter sido melhor (até poderia, se a vitória tivesse sido por um placar mais elástico e em cima da mulambada carioca, invés da paulista).

É verdade que os guerreiros consagrados ficaram no Rio, afiando espadas e lanças para batalha contra o Boca, mas os guerreirinhos não deixaram por menos e mostraram que se não têm marcas de guerras suficientes para serem titulares, brio e coragem não lhes faltam. Do time misto (que estava mais pra reserva do reserva) que bateu o Corinthians, nove dos 14 que entraram em campo, saíram das trincheiras de Xerém. 

O Barcelona mostra ao mundo que para se manter vencedor durante muitos anos, investir na base é o caminho. O Fluminense já sabe disso desde 70, quando lançou o time de Edinho, Pintinho e companhia, espinha dorsal da Máquina Tricolor. Fato que se repetiria ao longo dos anos seguintes, como no time campeão brasileiro em 84 de Delei e Ricardo Gomes, e nas tantas outras promessas que vingaram de 2000 pra cá.

O triunfo deste domingo apenas ratifica o que todos os tricolores já sabem, podemos confiar nas nossas crias. Se não agora, de certeza para daqui a pouco. 

E como uma coincidência que poderia ter sido escrita por Tio Nelson, o profeta tricolor, ou planejada por Gravatinha, eis que o gol da vitória teria que sair dos pés (ou melhor, da cabeça de desodorante roll on) de Leandro Euzébio, nosso Beckenzébio. O guerreiro mais experiente dentre as crias de Xerém, o comandante deste Fluminense que tinha como obrigatoriedade o DNA em verde, branco e grená. Primeira batalha vencida de uma guerra que "começou" neste domingo. Avante exército tricolor!


Saudações Tricolores!

"Sou tricolor, sempre fui tricolor. Eu diria que já era Fluminense em vidas passadas, muito antes da presente encarnação” (RODRIGUES, Nelson)

1ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012

Sport Club Mulambada Paulista 0 x 1 FLUMINENSE

Destaques positivos 
Perdemos Mariano, e Bruno ainda não chegou nem perto de honrar o legado da camisa 2 deixada pelo Marimito. Mas não há pra que se desesperar. Wallace mostrou neste domingo que poderá ter algumas chances de mostrar seu futebol entre os titulares se o 3° melhor lateral direito do último Brasileirão pelo Figueirense não repetir suas atuações com a armadura tricolor. Digão rendeu bem na cabeça de área, exceto pelos passes errados (o que não é novidade. Cansamos de ver Diguinho fazer isso). Pra finalizar, elogiar Jean e Carlinhos ultimamente é chover no molhado. Se Abel sacar Jean deste time pra colocar Djiguin Playsson (um olho na bola o outro no adversário) merece ser apedrejado pela turma do Laranjal.

Destaques menos positivos
Alguém precisa ensinar a Marcos Júnior que é fundamental parar e levantar a cabeça depois de correr 40 metros com a bola. Perdemos pelo menos dois contra-ataques, que poderiam ter se transformado em lances claros de gol, pela falta de visão (literalmente) da Formiga Atômica tricolor. Na mesma dose, menos afobação a Wellington Carvalho, mais cadência a Fábio, e mais movimentação a Samuel.