Segunda-feira, 13 de agosto de 2012.

Não jogamos bonito.
Nenhuma novidade.

Nossos jogadores não fizeram nenhuma jogada plástica.
Pouco importa.

Nossa 10ª vitória no Brasileirão deste ano veio como manda o figurino tricolor, com o sangue do encarnado, com amor e com vigor. Não obstou o ferrolho adversário, o invencionismo de Abel, o apagão do nosso capitão.

O triunfo sobre o Palmeiras foi a personificação da superação e da entrega. E, justamente, por ter simbolizado o brio verde, branco e grená, o gol do Flu não poderia ter sido mais ideal.

Passe açucarado do guerreiro mais aguerrido de todos, Sóbis.
Finalização precisa do guerreiro incansável, Jean.

Dois jogadores que, se não totalizam a cota de garra do pavilhão que traduz tradição, certamente são diretamente responsáveis pela postura guerreira deste Fluminense. O primeiro tempo inexistente em mais uma partida para o Flu foi irrelevante diante da postura avassaladora na etapa complementar.

(Foto: Fluminense Football Club)
A qualidade de Cavalieri parando os contra-ataques, a soberania de Beckenzébio desmontando jogadas palmeirenses, a entrega de Sóbis correndo os 90 minutos mesmo voltando à forma aos poucos e o brilhantismo de Jean, onipresente, falaram mais alto. 

Uma das quatro etapas do meu planejamento de 1° turno foi concluída e que venha o freguês mineiro.
O futebol é só de vice-líder. 
O time é de guerreiro.

Avante exército tricolor, mais uma batalha vencida de uma guerra por vencer! 
Saudações tricolores! 

“Se o Fluminense jogasse no céu, morreria só para vê-lo jogar”, (RODRIGUES, Nelson)

15ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012

FLUMINENSE 1 x 0 Palmeiras

Destaques positivos
O setor defensivo foi o pilar da vitória diante das constantes investidas de contra-ataque do Palmeiras. Gum e Euzébio fizeram uma partida irretocável. Principalmente Beckenzébio. Carlinhos foi a válvula de escape pela esquerda já conhecida pela torcida tricolor. Wallace mostrou saber que o campo termina na linha de fundo, diferente de Bruno. Cavalieri emparedou (mera redundância). Samuel, para um centro-avante jogou como um ponta-esquerda entortador. Foi a correria que o Flu precisava naquela altura do jogo. Jean, soberano, brilhante. Mesmo colocado num rabo de foguete pelo seu comandante, mostrou versatilidade e competência. Com sucessivas atuações de destaque prevejo surgir uma Jeandependência.

Destaques menos positivos
Thiago Neves, o mais infeliz dos tricolores no jogo. Infelicidade é a palavra, pois não faltou empenho. Aliás, não o teria sacado do time. Fred foi outro que buscou o jogo, mas, além de felicidade, faltou esmero. Uma partida abaixo do que a torcida tricolor está acostumada a ver. Wagner, muita correria e pouca participação. Matheus Carvalho nem chegou a entrar em campo. Edinho, bem. Esta criatura feita pelo deus cristão e malfadadamente moldada pelos deuses do futebol não será mais citada por mim no espaço “menos positivo”. Tendo em vista que não há NADA de positivo nas suas apresentações.