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[FLA 1x0 Vas] Entre achados e perdidos
10:56
Por Cadu Vieira
Segunda-feira, 20 de agosto de 2012.
Quando o FLAMENGO x Vasco vai deixar de ser um grande clássico? A resposta mais provável é "nunca". E o de ontem nem foi dos mais vistosos. A começar pelo palco. A torcida teve que ir ao Engenhão em vez de ao Maraca. Mas o burburinho em torno de um FLAMENGO x Vasco (quase) sempre é diferente. Ontem, destaque para os gols: o achado e os perdidos.
Na metade do primeiro tempo, eis que a "impenetrável" defesa do Vasco vacila. Douglas toca rasteiro para Dedé, dentro da área. O mito, do alto da sua maestria, vai tranquilo para a bola, mas não a domina. Ela, a bola, se apresenta para Negueba, na frente do gol, como se pedisse "me joga na rede". Mas faltou perna esquerda ao negro magrinho para bater de primeira. Faltou habilidade para um drible antes da finalização. Faltou o gol.
Mais tarde, ainda no primeiro tempo, um daqueles milagres típicos de FLAMENGO x Vasco. Ou mais: comuns aos clássicos. Ou além: inerentes ao futebol. E um milagre reticente. Depois que Juninho cobrou a falta, mandando a bola na área, e a primeira cabeça vascaína desviou, estava claro que ela, a bola, queria entrar. Mas Felipe não queria deixar. Com as duas mãos, o goleiro flamenguista espalmou mal, para cima e para frente. Aí veio a segunda cabeça vascaína e mais uma vez a bola em direção às redes do FLAMENGO. E a mão esquerda de Felipe - uma vez, insuficiente; outra vez, no travessão - salvou. A esta altura, não existia mais goleiro que, desequilibrado, cambaleou até a rede. Ele podia, a bola não. E uma última cabeça vascaína ainda tentaria o gol de novo no lance, mas foi a vez de uma flamenguista entrar em ação e colocar um ponto final no lugar das reticências do lance. Fim de mais um gol perdido.
Minutos depois, de novo a mão esquerda de Felipe teve que evitar o que parecia iminente. Wendel finalizou de esquerda, forte, rasteiro, no canto esquerdo do gol do FLAMENGO. E Felipe se esticou, forte, rasteiro, no canto, e mandou sua mão esquerda ir evitar mais um gol.
Mas algo havia que ser achado em meio a tantas perdas. E foi. Ramom, execrado que estava sendo pelo torcida vascaína, arrancou do meio de campo. O lateral rubro-negro deixou um para trás, passou por outro e cercado por três soltou a perna. Um bom lance, mas que só se tornou fatal porque Fernando Prass soltou a bola. O que não seria nada de tão preocupante se não fosse a presença próxima de Love. Atento, o negro de tranças foi rápido, tocou de direita, correu, braços abertos, chamando seus convidados pra festa e começou as dancinhas ridículas (risos). Mas era festa. E uma festa flamenga. Um gol rubro-negro achado em meio a um domínio do Vasco na partida.
Era o que tinha para o primeiro tempo.
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| Love acha um gol em meio ao domínio vascaíno (Foto: www.flamengo.com.br) |
Mas no segundo, havia mais Vasco, mais FLAMENGO, mais Felipe. depois de sair mal numa cobrança de escanteio, o goleiro não conseguiu afastar o perigo e ficou fora de combate, gol aberto. E a bola foi aos pés de Carlos Alberto. De primeira, o vascaíno errou a direção do gol, acertou a do goleiro, que pulou, espalmou, afastou o perigo. Mais um gol perdido pelo Vasco.
E já quase no final, o inacreditável, o imponderável. Depois de o FLAMENGO, enfim, acertar um contra-ataque, de Adryan receber pela esquerda, na linha do meio de campo, contra apenas dois marcadores do Vasco - que logo se transformaram em cinco -, o Engenhão parou de respirar. O rubro-negro só mandou mais à frente um extenuado Léo Moura. Mas a jogada era rápida e Adryan competente. Depois de um drible já entrando na área, o garoto cruzou rasteiro, na medida para o lateral do moicano. A bola passou entre o goleiro e um zagueiro vascaínos e quis apenas bater em Léo para entrar. De carrinho, o capitão do FLAMENGO furou a primeira, mas a bola se manteve ali, ainda disposta a ser gol. E Léo, ainda deitado, tentou mais uma vez, de direita, mas a perna esquerda, maldita, atrapalhou, e evitou o que já parecia consumado. Mais um gol perdido, deste vez inominavelmente.
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| Léo Moura e o mais perdido de todos os gols do clássico (Foto: UOL) |
Ainda houve tempo para mais um contra-ataque bem encaixado do FLAMENGO, mas Adryan foi fominha e desperdiçou. E, seja como for, o lance de Léo Moura foi o mais perdido entre todos os gols do clássico; entre o achado de Love no primeiro tempo e todos os demais perdidos durante todo o jogo.
E entre achados e perdidos, vai o FLAMENGO ainda em busca de se encontrar definitivamente na competição. E o Vasco, há quatro jogos sem vencer, se perdendo um pouco mais a cada partida.
Saudações RUBRO-NEGRAS! .
This entry was posted on October 4, 2009 at 12:14 pm, and is filed under
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