Domingo, 12 de agosto de 2012.

Mais uma vitória. Pela segunda vez seguida, tivemos um time em campo. Um time que no qual a defesa tem acesso ao meio-campo e é ajudada pelos jogadores daquele setor, onde o meio-campo chega ao ataque e "conversa" com os jogadores de frente. Um time que, agora sim, tem um padrão de jogo. Um time que ainda não é candidato ao título. Mas que é mais FLAMENGO que o treinado até há pouco por Papai Joel.

Vencer o Náutico era obrigação. Mas não vamos falar de obrigação porque temos que vencer sempre. Afinal, somos FLAMENGO. Mas o fato é que os 2 a 0 de ontem, no Estádio da Cidadania, deixam a gente três pontos mais perto do nosso objetivo, seja ele qual for, a depender do otimismo/pessimismo de cada um.

Quanto ao time, algumas coisas ficaram ainda mais evidentes. Ou Léo Moura volta a ser um jogador eficiente, empenhado em ajudar o time, ou precisaremos arrumar alguém para jogar na lateral direita. Não dá para Wellington Silva. E vendo a atuação do nosso reserva ontem, me veio à mente a forma como Éverton, em 2009, na campanha do HEXA, se tornou lateral-esquerdo: pela necessidade. E, lembrando dele, cogitei a hipótese de o mesmo processo acontecer com Luiz Antônio. De repente, com o retorno de Airton, o nosso camisa 5 forme ali o triângulo com Cáceres e Renato (ou Ibson) e Luiz Antônio possa, também de repente, se transformar na nossa opção número um para a direita. Mas isso é viajar demais. Por ora, melhor não inventar.

Outra certeza: não merecemos Welinton neste time. Errou quase tudo que se propôs a fazer e foi quem mais comprometeu o bom trabalho que Dorival Júnior vem fazendo desde que chegou. Sem chances. Coloca Marllon, Thiago Medeiros, Frauches, recua Airton, inventa Cáceres ali. Mas Welinton não dá.

Nosso outro zagueiro, esse titular absoluto, me passou de idiota a "gênio" depois de uma simples pesquisada. González tomou um cartão idiota no final do jogo, aparentemente querendo fazer cera. E, convenhamos, mesmo em fase ruim, é inconcebível que o FLAMENGO faça cera por estar vencendo, em casa, o Náutico. Ainda meio indignado com a atitude pequena no nosso zagueiro, lembrei que ele já é carta fora do baralho rubro-negro pro próximo jogo (quarta-feira, contra o Palmeiras) porque foi convocado para a seleção paraguaia. Cogitei, então, a hipótese de o cartão ter sido proposital para forçar uma suspensão. Não deu outra. Mandou muito bem o xerife.

Pela esquerda, Rammom é o que temos. E no esquema montado por Dorival - sim, porque agora temos um esquema de jogo -, com Negueba e Thomás jogando como pontas, os laterais acabam não tendo que subir tanto e não comprometem. Então é ele e pronto.

Quanto aos nossos cães de guarda, Cáceres (que também desfalca na próxima rodada, porque foi convocado para a seleção chilena) vai encorpando e se mostrando produtivo. Luiz Antônio (lateral-direito nas "horas livres") e Renato não têm comprometido. O Canelada, aliás, tem mostrado vontade e, jogando apenas na área determinada por Dorival, tem errado menos passes e marcado bem melhor que antes.

Love > amor (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)

Nossos ponteiros variaram dessa vez. Thomás atuou um pouco melhor do que contra o Figueirense e Negueba um pouco pior. E os dois têm cumprido seu papel. Basta ver o quanto a bola tem chegado mais a Vágner Love. Não apenas porque o nosso homem-gol fez quatro em dois jogos e já reassumiu a ponta na briga pela artilharia do Brasileirão, mas porque, nessas duas últimas partidas, Love teve bem mais chances de marcar. Outra prova da eficácia do novo FLAMENGO é que Liédson, que reestreou com o MANTO, ficou apenas metade de um tempo em campo e ainda teve três boas chances para finalizar.

Enfim, o FLAMENGO vai ressurgindo. Acho que os presentes ao estádio exageraram ao gritar "o campeão voltou!!!", mas faz parte. Apesar de que Figueirense e Náutico não são parâmetros para análise nenhuma. Mas que fique claro que os comentários aqui se deram basicamente em comparação entre o FLAMENGO de Joel e o de Dorival.

Que sigamos melhorando. Que venha o Palmeiras. Que venham mais vitórias. E que as próximas me deixem mais feliz do que essa deixou. Mas isso nem depende do FLAMENGO. Porque há dias em que nem o MENGÃO salva. E esse sábado foi um deles.

Em tempo, feliz dia a todos os pais FLAMENGUISTAS e ao meu, que me ajudou a chegar a ser o FLAMENGUISTA que sou hoje.

 Saudações RUBRO-NEGRAS! .