Sexta-feira, 10 de agosto de 2012.



Em um jogo de tempos distintos, alcançamos mais uma vitória monojogando. Nesta altura do campeonato, com quase a metada já disputada, precisamos mais que tudo vencer, ponto. Vencer com jogadas variadas vem depois. Ainda mais quando o Flu vem mostrando uma crescente, no tocante a variação tática no setor ofensivo, mesmo diante da falta de lucidez do nosso comandante.

Nesta partida contra o time que tem uma cueca como escudo (as chacotas não são à toa), fizemos um mal primeiro tempo muito pela forte marcação do time de três cores de São Paulo, mas também pela falta de articulação do nosso meio.

Não adianta insistir no 4-2-3-1, sacrificando Thiago Neves numa das pontas, achando que Wagner vai ter peito (pra não falar qualidade) pra conduzir a meiuca tricolor SÓ, e jogar a responsabilidade para lançamentos de Edinho, Bequenzébio e Wallace. Ainda mais contra adversários bem armados taticamente.

O 4-2-3-1 é o esquema mais usado neste ano, o time está acostumado, mas há momentos e momentos para ser usado. Sem Wellington Nem, sem Deco e com um Sóbis duvidoso, por que não usar o 4-4-2? Por que não usar Thiago Neves mais por dentro?

Com um primeiro tempo sofrível, o Flu só veio a melhorar na etapa complementar com mudanças táticas de Abel (sim, ele sabe fazer!). Thiago Neves não veio somente para dentro com o intuito de ajudar Wagner, mas passou a alternar os lados. Ora pela esquerda,, ora por dentro, ora pela direita. Abriu buracos na marcação para quem vinha de trás. E o maior beneficiado com a movimentação foi Jean.

(Foto: Divulgação Fluminense Football Club)


O “bicho” de Wagner e Edinho deveria ser dado para Jean, aliás. Desarmou por ele e Edinho. Guiou a articulação tricolor por Wagner. Era o motor, a ligação, o pilar da armação de jogadas do Fluminense. Não por acaso o passe para o segundo e derradeiro gol tricolor tenha saído dos pés dele.

Em tempo, estamos a quatro jogos do final do primeiro turno. Simulando resultados contra os próximos adversários temos totais condições de encerrar a primeira etapa da competição com 42 pontos.

É por demais otimista?

Não para um time que, mesmo com seu futebol em ascensão, resolve bater seus adversários usando só uma jogada. 

Avante exército tricolor, mais uma batalha vencida de uma guerra por vencer! 
Saudações Tricolores!

“O Fluminense é o único tricolor do mundo. O resto são só clubes de três cores!” (RODRIGUES, Nelson)

15ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012

FLUMINENSE 2 x 1 Cueca de Três Cores

Destaques positivos
Fred, decisivo. Se tivesse sido menos amigo e mais matador ao invés de ter dado um passe impreciso para Wagner, tinha feito o 2° gol na partida e o 9° no campeonato pra assumir artilharia isolada. Jean, exuberante. Na minha análise o melhor da partida. Thiago Neves, de um primeiro tempo discreto, para um segundo decisivo. Movimentou-se intensamente na etapa complementar. Inclusive chamando a responsabilidade. Animador. Sóbis, mesmo capenga, mostrou que pode (e irá) contribuir diretamente para o sucesso do Flu.

Destaques menos positivos
Wallace consumiu a paciência da torcida tricolor com erros bobos. Inexperiência visível em vários momentos. Edinho volta ao time, aumentam os passes errados. É fato. Nenhuma novidade. Gum e Euzébio (apesar do gol), como Didi e Dedé, foram os trapalhões do Fluminense. Wagner, apagado novamente.