Quinta-feira, 30 de agosto de 2012


Tio Nelson não foi o primeiro a perceber que, em algumas partidas, a falta de sorte ao Flu pode fazer uma diferença descomunal.

Tio Nelson foi o primeiro a perceber quem era o responsável pelo toque com a mão de pântano nos embates contra o pavilhão mais tradicional do mundo.

SOBRENATURAL DE ALMEIDA.

Há quem diga que tal entidade só se materialize no Maracanã.

Pois eu vos digo: é mentira!

O Sobrenatural de Almeida também prejudica o Flu em outros estádios.

Só o mais cego dos tricolores não viu que o ser descoberto por Tio Nelson atacou novamente no empate por 1x1 contra os mulambos paulistas no popular “Enchenão”.

Como explicar o gol do bandido Sheik, se não por ação do Sobrenatural!?

Aquela bola tocando leve e caprichosamente na ponta do pé do pobre Gum e encobrindo o paredão Cavalieri não foi obra do acaso, do chute aleatório do mau-caráter das arábias, ou encargo do destino. O ser invisível aos olhos dos comuns e perceptível aos olhos tricolores foi responsável por conduzir calculadamente a redondinha para o fundo do gol. Carregando com as mãos desde a saída da bola dos pés do corno Sheik até a queda no fundo do gol.

Digo mais, como explicar aquela patacoada de Wagner antes do gol da gambazada?

Sobrenatural de Almeida, ora!

Claramente alguém puxa a bola no momento em que o meio-campo tricolor joga a perna para tocar levemente a redonda. O chute fica fora do alcance e a bola a mercê da mulambada do Tietê.

Como acreditar que a melhor defesa deste Brasileirão e a 2ª melhor da história dos pontos corridos iria tomar gol de um time (em um único lance de perigo em toda a partida) que limita seu jogo a se defender e a ganhar partidas por 1x0?

Pois é. Sobrenatural. De novo.

A verdade, tricolores, é que estávamos malfadados ao tropeço na noite daquela quarta-feira.

(Foto: Nelson Perez/Fluminense Football Club)


A presença do Sobrenatural é sazonal, mas quando existente, traz consigo os resultados mais danosos ao tricolores. Fiquemos satisfeitos com um empate, em partidas de Sobrenatural são raríssimos.

Aos tricolores mais céticos deixo o seguinte raciocínio.

Numa partida em que Fred não aparece, Thiago Neves não joga, Cavalieri toma gol, Wellington Nem não acerta nada e Edinho acerta tudo, há, definitivamente, algo de sobrenatural.

Dos males o menor.

O Patético também tropeçou. E olhe que o menor dos maiores jogou contra um adversário infinitamente inferior ao nosso e livre de um ectoplasma agourento.

Indício assertivo de que a chegada tricolor ao topo será um acontecimento completamente natural.

Saudações Tricolores!

“Torcer pelo Fluminense, modéstia à parte, requer talentos. Precisa saber dançar sem batucada. O tricolor chora e ri sem ninguém por perto. Ele merece um campeonato, ele merece”, (BUARQUE, Chico)

20ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012

FLUMINENSE 1 x 1 Sport Club Mulambada Paulista

Destaques positivos
Nunca pensei que fosse dizer isso, mas o jogador que mais se destacou na enfadonha partida de quarta contra a mulambada paulista foi (pausa dramática) Edinho! E não estou sendo irônico, tricolores! Acertou tudo que tentou. De lançamentos estilo TS a enfiadas à lá Conca. Inclusive quando foi recuado para o miolo de zaga, com a saída de Gum, foi de uma tranquilidade ricardogomística. Aliás, nenhum outro guerreiro se destacou tão positivamente ao ponto de merecer ser citado em particular, além de Edinho. Abelão me surpreendeu outra vez e fez uma alteração pra lá de audaciosa tirando Gum e colocando Sóbis. E eu, que canso de bradar a falta de inteligência tática do nosso treinador pra mudar o Flu no decorrer do jogo, queimei minha língua. E que continue queimando.

Destaques menos positivos
W.Nem. Pelas barbas do profetinha Nelsinho Rodrigues! (Rá!) O baixolinha tricolor quebrou a bola em vários pedaços na partida de ontem. A pior atuação do Messi tricolor em toda sua passagem triunfal neste ano ao mais tradicional do Brasil. É notória a falta de precisão nas suas finalizações. Bruno, novamente nos proporcionou a mais profunda saudade de Marimito. Corneteiro que sou, começo a enxergar a troca de um pelo o outro como o pior dos negócios das últimas temporadas. Gum voltou a “falhar”, desta vez muito mais falta de sorte (ou não né, Sobrenatural!) que atabalhoamento. Wagner igualmente. Ainda assim não se pode dar um mole danado daquele justamente numa saída de bola contra um time que só joga no esquema de contra-ataque. Uma clara inversão de papel com Edinho, o craque da partida!