Domingo, 16 de setembro de 2012.




Ira, decepção e incredulidade.

Talvez ainda não exista um sentimento definido claramente após a maior das incompetências tricolores em partidas de Campeonato Brasileiro.

Releguemos as posições dos times na tabela e nos apeguemos aos retrospectos e campanhas.

Não foi uma mera derrota dentro dos domínios tricolores.

Foi uma derrota no Raulino de Oliveira, onde não perdíamos em partidas de Campeonatos Brasileiros há vários anos.

Foi a derrota da melhor defesa da competição contra o pior ataque e um dos únicos times que não haviam vencido fora de casa.

Pior.

Presenciamos na partida de ontem a perda irreversível de três pontos, que indubitavelmente farão falta ao final do campeonato.

Estes pontos perdidos serão aqueles que a torcida recordará angustiada quando a briga pelo título estiver caminhando para o final. Desconsolada, a torcida tricolor dirá “ah, se tivéssemos vencido aquela partida contra o Atlético Goianiense...”

Sem esperar ir muito adiante, eu lamento agora.

Se Fred não fosse um imbecil que discute com o árbitro em todas as partidas e que por isso toma um amarelo por jogo, alcançando a bizarra marca de uma suspensão a cada três partidas.

Se Deco tivesse pelo menos 30 anos e não se lesionasse tanto.

Se Wagner não estivesse de molho.

Se Thiago Neves tivesse chamado a responsabilidade.

Se Wellington Nem tivesse brilhado.

Se o time não tivesse entrado de salto alto, quem sabe, não teríamos uma sorte diferente.

Lamúrias à parte.
Um resultado que não representou nada para o minúsculo de Goiás.

Com ou sem os pontos conquistados contra o Flu, irá cair do mesmo jeito.

Uma derrota que significou tudo para o Fluminense.

Há derrotas humilhantes e derrotas redentoras.

Derrotas que ajudam e atrapalham.

Torço fervorosamente que a vista ontem pelo pavilhão que traduz tradição seja uma dessas.

Que a derrota sirva de lição para batalhas que virão.

Saudações tricolores.

25ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012

FLUMINENSE 1 x 2 Atlético Goianiense

Destaques positivos
Ironicamente, a atuação de Bruno na derrota de ontem deve ter sido uma das melhores com a camisa tricolor. Higor e Michael, figurinhas conhecidas da Copinha entraram e mostraram que podem agüentar pressão e prestar serviços interessantes ao Flu. Cavalieri, isento de culpa nos dois gols, foi o único da trinca defensiva que não comprometeu o jogo. Se Abel não se destacou, não comprometeu. Das alterações feitas apenas

Destaques menos positivos
Difícil foi achar aqueles que não entram nos destaques menos positivos. Começarei pelo setor defensivo. Gum, apesar de livrar um gol no início do jogo, não foi seguro como habitual. Bequenzébio decepcionou. Marcou a bola e tomamos o segundo gol. Carlinhos proporcionou uma avenida e não apoiou. Aliás, até apoiou, mas cansou de errar passes simples e armar contra-ataques adversários. Edinho, o mesmo. Jean foi o que mais decepcionou na minha visão. Não teve a contundência conhecida, errou passes e não guiou o meio tricolor. Thiago Neves, inexistente. Mesmo sendo responsável por dois dos mirrados lances de perigo do Flu, não foi O CARA que se espera que seja na ausência de Fred e Deco. Wellington Nem, apagado. Não foi por falta de tentativa, mas é inegável que sua inoperância interferiu diretamente para o mau resultado tricolor. Sóbis, irrelevante (infelizmente). Samuel, definitivamente não jogou.