Quinta-feira, 27 de setembro de 2012.

Essa foi a melhor vitória do FLAMENGO no ano. Não simplesmente por ter sido contra um dos dois ou três times comprovadamente candidatos ao título do Brasileirão. Nem pelo fato de ter sido contra o ainda-craque Ronaldinho. Também não foi por causa dos dois golaços de Love e Liédson. Nem também pelo espetáculo que a NAÇÃO fez no Engenhão. Essa vitória foi a mais bonita do time no ano pelo conjunto da obra. Porque, pela primeira vez, fomos de fato FLAMENGO.

Foi lindo porque a fantabulástica torcida flamenga mostrou que o Engenhão pode ser lotado, depende apenas do motivo. E o FLAMENGO é o maior de todos os motivos. E a NAÇÃO evitou faixas depreciativas, evitou protestos desnecessários e, apesar do uso do laser verde, conseguiu fazer com que Ronaldinho fosse apenas mais um em campo. E é isto que ele é perante o maior de todos: um qualquer.

Foi inesquecível porque para lembrarmos de outro jogo em que tenhamos vencido com gols apenas de atacantes, teremos que recorrer a leituras e pesquisas. Fazia tempo. Vou mais longe. Que time terá ganho, e quando (?), e onde (?), e de quem (?), com dois golaços, ambos de voleio? Fantástico, Love. Providencial, Liédson.

Foi animador porque é bom ver que nosso time tem setores distintos, mas que eles interagem. Que Wellington Silva vem jogando muito, ganhando espaço e prometendo um 2013 muito bom. Que Cléber Santana, apesar de estar longe de ser um craque, é alguém que sabe cadenciar, manter a posse de bola, pensar e agir. Que Love continua sendo a melhor representação da torcida em campo.

Foi bom demais porque a arcoirizada esperava que não vencêssemos, porque quase todos querem nos ver rebaixados, porque subimos mais três pontos. Mas, acima de tudo, foi a melhor de todas as vitórias porque houve grito na arquibancada e raça no gramado, bem ao estilo flamengo.

É, Ronaldinho, você bem disse: FLAMENGO é FLAMENGO (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)

A saga rumo ao topo - que no caso do MENGÃO nunca se limita a apenas uma competição, porque somos maiores que campeonatos - segue sendo escrita. Não foi apenas uma partida do Brasileirão; nunca é. Foi uma partida da história do FLAMENGO, escrita com força, vontade, gana, marcação, suor, classe, arte, beleza, entrega, vibração. Foi um capítulo escrito do jeito que todo FLAMENGUISTA gosta. De um jeito que, mesmo que a vitória não tivesse vindo, só poderia terminar em aplausos. Porque sempre que houver raça, haverá mãos rubro-negras para aplaudir.

 Saudações RUBRO-NEGRAS!  [21/36]