Domingo, 10 de junho de 2012.


Pronto Abel, já pode colocar o time pra jogar! 

Alcançamos em quatro partidas o que passamos 38 rodadas pra conseguir no último Brasileirão, três empates. Tínhamos um alto número de derrotas, é verdade, mas as vitórias, que se sobressaíram entre os resultados, foram cruciais para que o Flu chegasse a brigar pelo título e cravasse a 3ª posição na última rodada. 

Em 2011 empatamos pouco porque jogávamos ofensivamente, mesmo diante das constantes críticas ao sistema defensivo. 

Empatamos pouco porque Abel instigava os jogadores a se lançarem ao ataque.

Empatamos pouco porque os próprios jogadores sempre se doavam um pouco mais, como foi visto em partidas ganhas nos últimos minutos, diante do Santos e do Atlético-GO, ou em viradas sensacionais como diante do Grêmio. 

Empatamos pouco porque Fred era O matador e Deco era O maestro. 

Empatamos pouco porque o Fluminense tinha lampejos daquele outro Fluminense visto nas últimas rodadas de 2009: o time que se recusava a perder. 

Em 2012 após três empates consecutivos não vimos nada semelhante à temporada passada. Após três partidas em que faltou um algo a mais, a torcida tricolor se deparou com UM FLUMINENSE INÉDITO até então. 

O time que se recusa a ganhar.


Saudações Tricolores! 

“Ser tricolor não é uma questão de gosto ou opção, mas um acontecimento de fundo metafísico, um arranjo cósmico ao qual não se pode - e nem se deseja - fugir”, (RODRIGUES, Nelson) 

4ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012 

FLUMINENSE 0 x 0 Internacional 

Destaques positivos 
O miolo de zaga mostrou segurança. Anderson e Gum fizeram finalmente uma partida pra se elogiar, ainda que muito mais pela inoperância do ataque gaúcho que pela soberania dos nossos zagueiros. Wellington Nem voltou com vontade da seleção, tanto que os melhores lances do Fluminense na partida saíram do pé canhoto do Messi Tricolor. Cavalieri, como já é de costume, apareceu com firmeza nos poucos momentos em que foi exigido. 

Destaques menos positivos 
Deco não jogou. Muito menos Fred. Ambos erraram tudo o que tentaram. Pode ter sido a falta de ritmo de jogo ou de preparo. Só sei que definitivamente tiveram uma atuação bem abaixo do que a torcida tricolor está acostumada a ver. Jean, um dos mais elogiados por mim neste atual time, foi outro que não foi feliz nesta tarde. Errou passes simples, apareceu pouco no ataque e edinhou* algumas vezes. Carleto não foi nem vulto de Carlinhos. Bruno tem que assistir aos vídeos de Marimito e aprender a ir até a linha de fundo pra cruzar (aliás, perco a paciência vendo os cruzamentos dele do bico da grande área). Wagner voltou a decepcionar e foi inexpressivo durante o tempo em que ficou em campo. Abel, pra completar, errou em escalar Fred, errou em não ter tirado Deco (exausto e visivelmente sem ritmo), errou em ter tirado Nem (responsável pela criação do Flu diante da inexistência de Deco e Wagner), errou em ficar satisfeito com um empate dentro de casa contra um Inter fraco, clamando pra ser derrotado.

*Ato de errar passes na intermediária defensiva, armando contra-ataques adversários.