Terça-feira, 5 de junho de 2012.


A conta é simples. De acordo com o censo mais recente do IBGE, o Brasil tem 190.732.694 habitantes. A última pesquisa do Ibope aponta que 17,2% destes brasileiros compõem uma nação à parte, a família RUBRO-NEGRA - o que corresponde a 32.806.024 iluminados (arredondando - para mais, claro). O valor que o MAIOR DE TODOS deve ao bi-melhor do mundo é R$ 40.177.140. Com uma regrinha de três básica, chegamos à irrisória quantia de R$ 1,22 por FLAMENGUISTA para encher o cofrinho do ainda-craque e desvinculá-lo de vez do MENGÃO.

A conta é simples, mas o processo não é. Não são só cifras e números que estão em jogo. Há (des)honra, (des)respeito, (des)moralização... Fosse o FLAMENGO um clube bem gerenciado, seríamos a entidade com maior número de sócios do país (ao menos do país). E acho que isso é inquestionável até para os rivais mais idiotas. E se tivéssemos uma quantidade de sócios digna do tamanho do clube, pagaríamos fácil essa dívida. Mas acontece que não somos. E, aliás, se fôssemos, nem por presepadas como essa passaríamos.

O FLAMENGO é grande e, como patrimônio maior dessa grandeza, a torcida pode resolver muitas coisas. Esta, por exemplo, poderia ser solucionada num estalar de dedos. O clube disponibilizaria uma conta corrente, cada RUBRO-NEGRO depositaria seus R$ 1,22, e a conta estaria paga. Mas não. Lugar de torcida é na arquibancada. A diretoria é quem assina os cheques (e as burradas que faz).

Se não fosse essa diretoria de merda e o amadorismo que impera nos escritórios da Gávea, não teríamos que conviver com vexames constantes de jogadores mal contratados, dívidas que se agigantam, acordos verbalizados e não assinados. O exemplo de Ronaldinho é só mais um dos que já foram. E mais um dos que ainda virão, caso continuemos com pessoas mal intencionadas à frente do FLAMENGO.

Mas os capítulos que ainda virão sobre este assunto é que me fazem ficar mais puto. Não tô puto com o fato de Ronaldinho ter acionado o FLAMENGO na Justiça; era um direito dele. Tô muito puto é com o despreparo da diretoria, que enfeia o rubro-negrismo. Tô puto é com essa presidente fraca declarar "guerra" a Ronaldinho e mencionar palavras como "ferida" e "cicatriz" num discurso que deveria ser racional e ponderado. E m e emputece muito também, imaginar que mais palhaçada será produzida pelos engravatados do MAIS QUERIDO.

Mas vida que segue. Até para Ronaldinho e para o Atlético Mineiro segue. E é meio que babaquice ficar procurando o cara ideal para vestir a 10. O número é consagrado, eu sei, mas não mais que o MANTO. Sejam quem for os escolhidos para vestirem o PANO VERMELHO e PRETO, independente do número, que honrem. Deixa o jurídico resolver, ainda que atabalhoadamente, o caso Ronaldinho. E vâmo jogar bola, MENGÃO. Porque amanhã já tem... Amanhã tem!

Saudações RUBRO-NEGRAS!