Quinta-feira, 7 de junho de 2012.

Se invencibilidade fosse (só) bom, ela não poderia ser feita apenas de empates. E lá vem o FLAMENGO com a mediocridade dos placares iguais. Melhor seria ter vencido duas partidas e perdido uma, já não estar mais invicto, mas ter seis pontos em vez de apenas três. E o que lasca é isto: de empate em empate, de ponto em ponto, a NAÇÃO vai enchendo o saco, vai perdendo a paciência. E com razão!

Eu cheguei a comentar ontem, pouco antes da partida contra o Vasco Paulista, que pontes foram feitas para se passar por cima. Mas este FLAMENGO não consegue. Não este de Papai Joel, que não escala nem mexe certo. E, principalmente, parece que não treina certo. Eu nem contesto a manutenção de Paulo Victor no gol, ainda que eu prefira o recuperado de dengue Felipe. Também não engrosso o coro dos que detonam um meio de campo com quatro volantes (até porque acho que Kléberson e Ibson podem, sim, ficar encarregados da armação, desde que não fiquem sobrecarregados com a marcação e tenham liberdade para se  lançar mais à frente). E, por fim, reconheço que Deivid era a melhor opção para jogar ao lado de Love.

Mas, honestamente, Renato Abreu não dá. Fez o gol (com a sorte do desvio), até acertou mais um bom chute, mas dói vê-lo em campo com o MANTO. Luiz Antonio, muito embora não venha atuando bem, é mais indicado para estar ali. Mas, no mais, o que desmascara mais o mau trabalho do nosso técnico é a desorganização do time em campo e a bagunça que é a nossa defesa, que falhou nos dois gols da Ponte.

E já tá cansando depender de Love para que o FLAMENGO não saia de campo sem marcar. Mesmo quando o cara joga mal, como aconteceu ontem, ele deixa o dele. Mas não podemos contar sempre com isso. Uma hora aparece uma fase ruim para ele e as bolas param de entrar. E aí? Vamos passar a empatar por 0 a 0?

O RUBRO-NEGRO mais bonito do mundo não pode se dar ao luxo de tropeçar nas próprias pernas num Campeonato Brasileiro que não é dos mais difíceis. Em três partidas, só jogamos um futebol razoável em alguns poucos minutos contra o Internacional. E com o pouquinho de bola bem jogada que apresentamos ali, fizemos 3 a 1 no Colorado. Fora isso, futebol horrível e empates com times de segunda (Sport e Ponte Preta).

E é bom ficar atento porque as estatísticas apontam que um time precisa de 45 pontos para escapar do rebaixamento. Ou seja, nos faltam, ainda, 42. Mas só temos mais 35 jogos. O que significa dizer que se continuarmos nessa mediocridade e empatarmos todos, só chegaremos aos 38 e cairemos. Mas claro que isso não vai acontecer. Ainda vamos perder algumas.

Sábado tem Coritiba e, honestamente, as expectativas não são das melhores. Mas, quem sabe, Love não deixa o dele e o Coxa não perde todas as chances concedidas por nossa defesa? Não custa acreditar em "milagres", né?

Saudações RUBRO-NEGRAS!