Domingo, 21 de outubro de 2012.



Perdemos. 

Fomos amplamente dominados ao longo dos 90 minutos de jogo. 

Nenhuma vergonha nisso. 

O Patético tem o melhor futebol do campeonato e jogava dentro dos seus domínios com um estádio lotado o empurrando para vitória. 

Tem um dos melhores elencos, tem um fora de série, tem um ótimo treinador (ainda que estigmatizado). 

Só não tem, DEFINITIVAMENTE, a melhor torcida. 

Muito menos diretoria. 

Como tricolor, e antes como um cara apaixonado por futebol, garanto que o Patético tinha todas as condições de brigar pelo título com o Flu de maneira limpa. 

Tinha. 

Ao ver o único tricolor mundo brocar todo adversário que aparecia pela frente e não ver rendimento parecido por parte do maior dos menores, a pobre torcida pateticana (incluo aqui as viúvas de olho gordo que suportam a mulambada, o vice e o menor dos maiores) começou a encontrar um “culpado” para a forma avassaladora tricolor.

A arbitragem. 

(Foto: Nelson Perez / Fluminense Football Club)




Após “erros” (na sua grande maioria lances INTERPRETATIVOS) de arbitragem que favoreceram o Fluminense, estava montada a falácia. 

"A CBF deu o título brasileiro ao Fluminense". 

Falácia repercutida pela imprensa, adotada nas mesas de boteco, admitida como verdade absoluta. 

Estava posta a jogada suja dos pateticanos para interferir indiretamente nas partidas tricolores. 

Não, não me refiro à mobilização para que erros de arbitragem a favor do Fluminense parem de acontecer, porque eles não irão. Muito menos os erros contra, que se acumulam ao longo da competição. 

A partir do momento que a falácia foi comprada por todos, não terá um árbitro se quer que vá entrar completamente livre de pressões externas para apitar jogos do Flu até o final deste Brasileirão. 

O Fluminense irá enfrentar uma arbitragem hostil em todos os próximos jogos após a vitória JUSTA contra a Ponte Preta. 

Aliás, já enfrentou. 

Na partida contra o Gaymio, uma das mais abertas e limpas do Flu deste ano, foram assinaladas 10 faltas para o clube gaúcho e 24 para o tricolor. 

Vou além. 

Fred e Kléber, jogadores com posturas semelhantes, acostumados a se engalfinharem com zagueiros adversários na disputa de bolas áreas, trocaram diversos “cumprimentos” com os zagueiros na partida. Foram marcadas seis faltas contra Fred e uma contra Kléber. 

Incoerência? 

Neste domingo, foram 20 marcadas contra o Fluminense e apenas nove para o Patético. O senhor Pierre, carniceiro do clube mineiro, bateu em Nem de todas as formas possíveis, e só foi amarelado quando o árbitro não tinha mais jeito de não amarelá-lo. A pilha era tanta que no momento que foi amarelado, Cuca o retirou imediatamente da partida para evitar uma expulsão.

(Foto: Nelson Perez / Fluminense Football Club)


O Fluminense possui uma média de 17,3 faltas por jogo, 

O Patético tem 19,6 e o Gaymio 19,2. 

Ou os concorrentes do Flu ao título deixaram seu esquema de jogo de lado ou há condescendência por parte dos árbitros. 

Não tenho dúvidas, a estatística deve permanecer parecida nas próximas partidas do Fluminense, não obstante os variados critérios adotados pelos árbitros brasileiros. 

E que assim seja! 

Parabéns aos pateticanos por terem conseguido ratificar da maneira mais patética possível a inferioridade do maior dos menores perante a impávida campanha tricolor. 

Tricolores do céu e da terra. 

Ergamos nossas cabeças! 

Perdemos uma batalha, dura, importante, fundamental, mas a guerra ainda não acabou. 

O exército tricolor se encontra combalido após a derrota deste domingo. E cabe apenas a melhor e mais bonita torcida do Brasil transformar o abatimento em força de superação. 

Algo me diz que esta derrota será um divisor de águas para o clube mais tradicional do Brasil. 

Gravatinha, Tio Nelson e João de Deus nos reservam algo especial. 

Só dependemos das nossas forças para chegar ao tetra. 

Ao patético caberá a sofrível tarefa de tirar um ponto por rodada, jogando suas partidas e apelando para interferências externas nas pelejas tricolores, para nos tomarem a glória. 

Que as marcas da derrota sirvam de motivação a futuras vitórias do exército tricolor! 

Saudações tricolores. 

32ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012

Patético 3 x 2 FLUMINENSE

Uma bela partida de futebol. Não há como fugir ao clichê. A inoperância tricolor e o domínio pateticano no 1° tempo foram estarrecedores. Ainda assim, tivemos pelo menos três chances claras de marcar gols durante a partida, além dos lances convertidos. O Fluminense fez o jogo que vinha fazendo, faltou disposição para o fazê-lo até o final do jogo. 

Destaques positivos
Thiago Neves. Cravo, não há jogador mais importante neste atual esquema de Abel. Não bastando a qualidade técnica incomum, a entrega tática do 10 tricolor é impressionante. Sobe para apoiar, volta para recompor a marcação. Não por acaso o 1° gol tricolor tenha saído de uma roubada de bola dele. Wellington Nem, nosso puxador de contra-ataques. Fred, nosso capitão sincero, o dono do time. Cavalieri foi ótimo, ainda que menos castilhístico. Faltou ao 12 tricolor na etapa complementar, a sorte de leiteria do 1° tempo. Gum, apesar dos 3 gols sofridos, fez outra partida exuberante. 

Destaques menos positivos
Diguinho. Não apoiava, marcava mal, dava espaços, deu o 3° gol. É emputecedor ver um zagueiro adversário sair da sua área e chegar SOZINHO, sem nenhuma marcação, na área adversária e marcar o gol da vitória. Edinho. Atabalhoado é apelido. Não sei definir o estilo de jogo daquele ser. Deco. Decepcionante mais uma vez. Passes errados aos montes. A falta de ritmo de jogo é latente. Joga com seu status, deixando Wagner, merecedor da vaga, injustamente no banco.
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Aos pateticanos e arco-íris de memória curta, a resenha do 0x0 entre as duas equipes na 13ª rodada.