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Esnobe e inapelável
00:20
Por André Resende
Quinta-feira, 11 de outubro de 2012.
“Mas esse Fluminense só ganha por um gol!”
Cravo. A torcida contra este título do Fluminense se faz maior a cada partida, a cada rodada.
A cada ponto somado, a cada gol feito, a cada vitória alcançada.
Apontarão nossos defeitos. Ridicularizarão nossas táticas. Explorarão nossas falhas.
Falharão miseravelmente.
A noite desta quarta-feira reservou um resultado atípico para este Fluminense. Diferente das vitórias típicas por um gol, nas quais somamos 11 das 19 neste campeonato, batemos a 2ª melhor equipe do returno nos seus domínios com um placar diferente.
Mais que um resultado incomum para o Fluminense de Abel.
O 2x0 sobre o time de três cores da Bahia foi um aviso.
Uma mensagem escrita em letras garrafais.
Tentem o seu melhor, me mostrem o seu máximo.
Joguem no limite, superem seus limites.
Suem litros, corram até a completa extenuação.
Provem-me que merecem a vitória.
E o Bahia tentou.
Pobres genéricos baianos. Tentaram com todo seu ímpeto e fervor, transpor a muralha inexpugnável tricolor (parafraseando Tio Nelson).
E fracassaram.
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| (Foto: Nelson Perez / Fluminense Football Club) |
Somente o mais resoluto dos ignorantes acredita na fraqueza deste Fluminense.
Pois é exatamente no momento em que o adversário julga que o pavilhão mais tradicional do Brasil é um time completamente vencível, que é golpeado com o mais fulminante dos ataques.
Flagro corriqueiramente cronistas esportivos usarem termos para definir o time com a melhor campanha da história dos Brasileirões de pontos corridos. Letal e cirúrgico são os mais comuns.
Eu resumo este Fluminense com dois.
Esnobe e inapelável.
O único tricolor do mundo continua dando chances para os adversários provarem seu valor. Paralelamente, segue pavimento seu próprio caminho para a glória. Tijolo por tijolo, vitória por vitória, sem ser incomodado, sem ter alguém que desconstrua parte alguma.
Provando, a cada partida, que será preciso o mais terrível dos adversários com a mais letal das estratégias para sair derrotado de campo.
Adversário este, que até o momento, não consigo enxergar.
Avante exército tricolor, mais uma batalha vencida de uma guerra por vencer.
Saudações tricolores!
"Se o Fluminense jogasse no céu, eu morreria para vê-lo jogar", (RODRIGUES, Nelson)
Clube de três cores da Bahia 0 x 2 FLUMINENSE
Se fosse por 1x0, seria mais emblemático. Não porque seria a 12ª por um gol de diferença, mas por ser a 3ª consecutiva pelo mesmo placar, com um mesmo panorama. Adversário pressiona, tenta, arrisca. E não marca. Fluminense vai lá poucas vezes e marca. Escuto tricolores profetizando: “Deus perdoa. O Fluminense, não”.
Destaques positivos
Melhor partida de Bruno com a armadura tricolor. Batata! Vimos pela primeira vez um ensaio do jogador que foi considerado o 3° melhor lateral direito do Campeonato Brasileiro passado, o único entre os três que permaneceu no Brasil após as saídas de Mariano e Fágner. Olhemos pelo lado positivo, demorou, mas servirá de aumento de confiança para o lateral-direito tricolor. Que partida do setor defensivo do Flu. Carlinhos, multiplicável. Digão, intransponível. Gum, soberano. CAVALIERI, castilhístico! Jean voltou ao seu bom momento. Nem foi importante puxando contra-ataques. Edinho esbanjou futebol. Aliás, justiça seja feita, o armadura 5 vem numa excelente forma. Sóbis, apesar de insatisfeito, crucial. Secadores, CHUPEM! Habemos elenco!
Destaques menos positivos
Deco decepcionou. Acredito que a falta de ritmo tem contribuído diretamente para a série de exibições abaixo do que os tricolores se acostumaram a ver no primeiro semestre. Fred passou em branco. Fato incomum neste Brasileirão.
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Chinelo histórico! Leia a crônica de Fluminense 4 x 0 no Bahia pela 10ª rodada.
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Chinelo histórico! Leia a crônica de Fluminense 4 x 0 no Bahia pela 10ª rodada.
This entry was posted on October 4, 2009 at 12:14 pm, and is filed under
André Resende,
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11 de outubro de 2012 às 03:23
Você escreve bem, André. Obrigado pelo comentário no meu blog.
Nosso Fluzão caminha a passos largos para o tetra. Falta pouco.
Como escrevi na minha crônica, "ainda estamos calçando as sandálias da humildade, mas nenhum time parece capaz de deter o onze tricolor em 2012".
Saudações Tricolores!
PC