Quinta-feira, 11 de outubro de 2012.


“Mas esse Fluminense só ganha por um gol!” 

Cravo. A torcida contra este título do Fluminense se faz maior a cada partida, a cada rodada. 

A cada ponto somado, a cada gol feito, a cada vitória alcançada. 

Apontarão nossos defeitos. Ridicularizarão nossas táticas. Explorarão nossas falhas. 

Falharão miseravelmente. 

A noite desta quarta-feira reservou um resultado atípico para este Fluminense. Diferente das vitórias típicas por um gol, nas quais somamos 11 das 19 neste campeonato, batemos a 2ª melhor equipe do returno nos seus domínios com um placar diferente. 

Mais que um resultado incomum para o Fluminense de Abel. 

O 2x0 sobre o time de três cores da Bahia foi um aviso. 

Uma mensagem escrita em letras garrafais. 

Tentem o seu melhor, me mostrem o seu máximo. 

Joguem no limite, superem seus limites. 

Suem litros, corram até a completa extenuação. 

Provem-me que merecem a vitória. 

E o Bahia tentou. 

Pobres genéricos baianos. Tentaram com todo seu ímpeto e fervor, transpor a muralha inexpugnável tricolor (parafraseando Tio Nelson).

E fracassaram.

(Foto: Nelson Perez / Fluminense Football Club)

Somente o mais resoluto dos ignorantes acredita na fraqueza deste Fluminense. 

Pois é exatamente no momento em que o adversário julga que o pavilhão mais tradicional do Brasil é um time completamente vencível, que é golpeado com o mais fulminante dos ataques. 

Flagro corriqueiramente cronistas esportivos usarem termos para definir o time com a melhor campanha da história dos Brasileirões de pontos corridos. Letal e cirúrgico são os mais comuns. 

Eu resumo este Fluminense com dois. 

Esnobe e inapelável. 

O único tricolor do mundo continua dando chances para os adversários provarem seu valor. Paralelamente, segue pavimento seu próprio caminho para a glória. Tijolo por tijolo, vitória por vitória, sem ser incomodado, sem ter alguém que desconstrua parte alguma. 

Provando, a cada partida, que será preciso o mais terrível dos adversários com a mais letal das estratégias para sair derrotado de campo. 

Adversário este, que até o momento, não consigo enxergar. 

Avante exército tricolor, mais uma batalha vencida de uma guerra por vencer. 

Saudações tricolores! 

"Se o Fluminense jogasse no céu, eu morreria para vê-lo jogar", (RODRIGUES, Nelson)

29ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012 

Clube de três cores da Bahia 0 x 2 FLUMINENSE 

Se fosse por 1x0, seria mais emblemático. Não porque seria a 12ª por um gol de diferença, mas por ser a 3ª consecutiva pelo mesmo placar, com um mesmo panorama. Adversário pressiona, tenta, arrisca. E não marca. Fluminense vai lá poucas vezes e marca. Escuto tricolores profetizando: “Deus perdoa. O Fluminense, não”. 

Destaques positivos 
Melhor partida de Bruno com a armadura tricolor. Batata! Vimos pela primeira vez um ensaio do jogador que foi considerado o 3° melhor lateral direito do Campeonato Brasileiro passado, o único entre os três que permaneceu no Brasil após as saídas de Mariano e Fágner. Olhemos pelo lado positivo, demorou, mas servirá de aumento de confiança para o lateral-direito tricolor. Que partida do setor defensivo do Flu. Carlinhos, multiplicável. Digão, intransponível. Gum, soberano. CAVALIERI, castilhístico! Jean voltou ao seu bom momento. Nem foi importante puxando contra-ataques. Edinho esbanjou futebol. Aliás, justiça seja feita, o armadura 5 vem numa excelente forma. Sóbis, apesar de insatisfeito, crucial. Secadores, CHUPEM! Habemos elenco! 

Destaques menos positivos 
Deco decepcionou. Acredito que a falta de ritmo tem contribuído diretamente para a série de exibições abaixo do que os tricolores se acostumaram a ver no primeiro semestre. Fred passou em branco. Fato incomum neste Brasileirão.
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Chinelo histórico! Leia a crônica de Fluminense 4 x 0 no Bahia pela 10ª rodada.