Segunda-feira, 19 de novembro de 2012.

Que jogo sonolento esse do gigante e cambaleante FLAMENGO contra o apenas cambaleante Palmeiras. Um 1 a 1 que mais merecia ser 0 a 0 dada a incapacidade dos dois times em mostrar um futebol razoável. E às vésperas do fim deste esquecível Brasileirão, e analisando tudo o que rolou até aqui, deixa-se ficar o medo: que o FLAMENGO não seja, amanhã, o Palmeiras de hoje.

Os porcos caíram para a Série B, onde o FLAMENGO jamais pisou, e a gente não tem nada a ver com isso. Mas é preciso que fiquemos atentos. Não fomos nós por pouco. Jogamos futebol para cair. Só não aconteceu porque mais de meia dúzia de times deste campeonato consegue ser pior que o nosso.

Ontem, durante e após o jogo, vendo as cenas de desespero dos torcedores e de alguns jogadores do Palmeiras, consegui sofrer por eles. Não que eu me abale porque o Palmeiras caiu. Mereceu e eu não tenho sequer simpatia pelo time verde. Mas, futebolisticamente falando, é triste ver isso. E fiquei imaginando como eu me sentiria se acontecesse o impossível e a queda fosse nossa. Que São Judas Tadeu não permita nunca.

Mas o fato é que se o FLAMENGO não se planejar melhor, se não entrar mais gente séria e sair a corja manipuladora que administra o clube, tudo pode continuar caminhando para a desgraça. Eleições que se aproximam e boa parte do destino do clube pode estar sendo traçado no próximo dia 3 de dezembro, única data de real relevância ainda neste ano para nós.

Que os deuses do futebol nos reservem um 2013 melhor do que foi esse 2012, que já vai tarde.

Quanto ao jogo, doeu ver. Não que os bons lances não tenham aparecido, mas foram poucos. E fossem o dobro do que foram, ainda não encobririam o baixo nível técnico dos dois times. Do lado deles, Maikon Leite fazendo graça, Barcos sempre perigoso, mas meio omisso ontem. Enfim.

Do nosso lado, nada mais do que uma vontade comovente de Amaral, entrega de Wellington Silva, uma zaga razoavelmente mantenedora de nossas esperanças. Enfim. Love em fase desgraçada, mas, pelo menos, acabando com o jejum. E a vida segue.

Mas insisto: já deu para Ramon, Renato Abreu, Hernane e Paulo Victor, para citar apenas os que entraram em campo. Eu ainda daria uma colher de chá aos demais, até porque sei que não vai acontecer de contratarmos todo um novo time de bons jogadores pro ano que vem.

Mas é preciso reformular. Renovação dos contratos de Renato e Léo Moura, não! Não, Zinho! Fique você. Agradeça aos dois pelo que fizeram de bom ao FLAMENGO, mas mande-os pastar. Eles já não cabem no MANTO.

Vamos esperar para ver o que acontece. O ano foi terrível. Já somos irremediavelmente o pior colocado do Brasileiro entre os cariocas. E os dois próximos clássicos vão servir de que? Ainda que sem serventia, vençamos, porque esta é a sina do FLAMENGO.

Acaba, 2012.

 Saudações RUBRO-NEGRAS! .